O Ibovespa futuro opera em leve alta nesta quinta-feira (1º) com os mercados globais iniciando outubro com cautela. A pressão vem de duas frentes: os rendimentos dos Treasuries nas máximas desde 2002 e o avanço do petróleo.
Os futuros em Nova York operam mistos, com S&P 500 e Nasdaq em alta e Dow Jones em baixa, enquanto as principais bolsas europeias recuam. O dólar avança, o Brent supera US$ 100 por barril e o minério de ferro caiu 1,2% em Singapura, a US$ 92,35 por tonelada.
Eleição e agenda cheia no Brasil
O ambiente externo deve limitar o apetite por risco por aqui e manter a atenção sobre juros, real e Ibovespa. A valorização do petróleo, porém, tende a favorecer a Petrobras e o fluxo comercial.
O chamado trade eleitoral ganha força antes de uma nova pesquisa e de um debate presidencial. No campo fiscal e de dívida, o mercado acompanha o leilão de títulos prefixados, o vencimento de cerca de R$ 92 bilhões em LTN e a contenção de R$ 16,100 bilhões no Orçamento.
Análise técnica
Depois da correção recente, o Ibovespa voltou a consolidar fundo na região dos 182.985 pontos, dando início a um novo movimento corretivo de alta.
Nesse cenário, a tendência neutra permanece, e o ponto de atenção segue sendo a resistência atual, em 188.463 pontos. Se superada, abriria caminho para as próximas regiões de resistência, marcadas em 192.746 e 199.354 pontos, esta última a máxima histórica registrada.
A recomendação do dia fica com a Natura (NATU3), com compra entre 6,81 e 6,84. O primeiro objetivo está em 7,05, com ganho estimado entre 3,01% e 3,52%, e o segundo em 7,20, entre 5,20% e 5,73%. O stop foi marcado em 6,63, o que representa perda estimada entre 2,64% e 3,13%.






