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Ação do Nubank cai após balanço: entenda

Ação do Nubank cai após balanço: entenda

Trimestre refletiu maior custo de risco e dependência de benefícios fiscais para sustentar rentabilidade

As ações do Nubank (ROXO34) caem 3,4% nesta segunda-feira (23) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, que combinaram fortes tendências operacionais com pressões de custo de risco e despesas, além de dependência de benefícios fiscais para sustentar a rentabilidade.

“Embora o crescimento core tenha permanecido sólido, o trimestre refletiu maior custo de risco, aumento de despesas e dependência de benefícios fiscais para sustentar a rentabilidade”, afirmam os analistas Bernardo Guttmann e Matheus Guimarães em relatório.

A base de clientes atingiu 131 milhões, com o ARPAC (receita média por cliente ativo) alcançando recorde de US$ 15 e o CTS (custo para servir) caindo para US$ 0,8. Os volumes de crédito aceleraram para US$ 32,7 bilhões (+11% no trimestre em moeda constante), com níveis saudáveis de inadimplência curta.

A margem financeira líquida (NIM) se expandiu aproximadamente 90 pontos-base no trimestre, impulsionada por menores custos de funding e pelo mix, parcialmente compensada pelo efeito não recorrente da contribuição do Prosofipo (cerca de 20 pontos-base de impacto negativo).

“Trimestre misto, mas interpretamos como mais negativo para as ações dada a falta de surpresas positivas e menos espaço para ganhos de eficiência maiores no curto prazo”, apontam os analistas do Safra, Daniel Vaz, Maria Luisa Guedes e Rafael Nobre.

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Provisões

Apesar da melhora nos indicadores de inadimplência, as provisões aumentaram 26% no trimestre em moeda constante, principalmente devido à estratégia de expansão de limites de crédito, pressionando a margem ajustada ao risco.

“No lado das despesas, as despesas operacionais sofreram pressão adicional devido aos custos pontuais de transição relacionados ao retorno ao trabalho presencial (cerca de US$ 22 milhões)”, destacam Guttmann e Guimarães.

No resultado final, houve suporte de uma remensuração positiva de impostos diferidos (aproximadamente US$ 58 milhões) e outros efeitos que levaram a taxa efetiva de imposto a cerca de 17% (versus aproximadamente 29% nos últimos trimestres), ajudando o lucro líquido a alcançar US$ 895 milhões (+13% no trimestre em moeda constante,) e um ROE (Return on Equity) de 33%.