A Prio (PRIO3) vê suas ações caírem 1,5%, a R$ 61,65, nesta sexta-feira (5), em reação à divulgação dos dados operacionais de maio, que mostraram recuo de 5% na produção diária em relação a abril, para 164.800 boepd — barris de óleo equivalente por dia.
O BTG Pactual avalia os dados em relatório assinado por sua equipe de análise, classificando as interrupções como temporárias e específicas de cada ativo, sem mudança na tese de longo prazo para o papel.
Os problemas operacionais afetaram múltiplos campos simultaneamente. O cluster Valente — que reúne Frade e Wahoo — recuou para 55.600 boepd (-6,8% em relação a abril) por conta da substituição de uma linha de gas lift em Frade e de uma parada de 24 horas em Wahoo. Albacora Leste entregou 22.400 boepd (-0,8%) com formação de hidrato.
Peregrino se recupera parcialmente; vendas de óleo sobem 5%
Peregrino avançou para 72.900 boepd (+1,3%), recuperação parcial apesar de uma falha no sistema elétrico. O cluster Bravo — que reúne Polvo e TBMT — recuou para 13.800 boepd (-4,3%).
As vendas de óleo, contudo, totalizaram 5 milhões de barris em maio, alta de 5% em relação a abril, com embarques mais fortes em Valente e Peregrino compensando volumes menores em Albacora Leste e Polvo + TBMT.
BTG vê recuperação nos próximos meses
O BTG avalia que a maioria das interrupções já foi resolvida ou está próxima de solução. O quarto poço de Wahoo deve entrar em produção em breve, o que deve sustentar volumes maiores e reduzir o custo de extração por barril nos próximos meses.
No entanto, o banco destaca que os movimentos do preço do Brent seguem como fator crítico para o desempenho da ação. O perfil sem hedge — sem proteção contra oscilações de preço — e totalmente voltado para exportações torna a Prio o ativo com maior exposição à volatilidade das commodities dentro da cobertura do BTG.
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