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Magazine Luiza sobe forte nesta sexta; entenda

Magazine Luiza sobe forte nesta sexta; entenda

O Citi elevou sua recomendação para os papéis da companhia de venda para neutra, mas cortou o preço-alvo

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) sobem forte nesta sexta-feira (5) e figuram entre as maiores elevações do dia no Ibovespa. Os papeis da varejista sobem mais de 3%, a aproximadamente R$ 5,50.

Por trás dessa alta, pode estar recente relatório do Citi sobre a empresa. Isso porque o banco norte-americano elevou sua recomendação para os papéis da companhia de venda para neutra. Apesar da melhora na avaliação, o banco reduziu o preço-alvo da ação de R$ 7 para R$ 6,50.

Segundo os analistas, a forte desvalorização acumulada pelos papéis ao longo de 2026 já incorporou boa parte dos riscos associados ao ambiente macroeconômico desafiador, marcado por juros elevados e desaceleração do consumo das famílias.

Ações acumulam queda

Desde o início de janeiro, as ações da varejista acumulam queda próxima de 40%, desempenho que levou o Citi a revisar sua visão sobre o potencial de valorização dos papéis. Na avaliação da instituição, os preços atuais refletem de forma mais adequada os desafios enfrentados pela companhia.

Embora o cenário operacional continue pressionado, especialmente em razão do custo elevado do crédito e do menor ritmo de consumo, o banco entende que o espaço para novas quedas relevantes ficou mais limitado após a correção observada nos últimos meses.

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Com isso, o Citi passou a adotar uma postura mais cautelosa e equilibrada em relação à ação, retirando a recomendação de venda, mas sem enxergar, neste momento, catalisadores suficientes para justificar uma visão mais otimista para o papel.

Magazine Luiza e o 1ºTRI

O Magazine Luiza encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões apurado no mesmo período do ano anterior. O resultado reflete um ambiente ainda desafiador para o varejo, marcado por juros elevados e menor ritmo de consumo.

O desempenho operacional da companhia também apresentou retração no período. O Ebitda somou R$ 685 milhões entre janeiro e março, queda de 10% em relação aos R$ 761 milhões registrados nos três primeiros meses de 2025.

A margem Ebitda recuou de 8,1% para 7,4% na comparação anual, indicando uma leve pressão sobre a rentabilidade operacional da varejista.

A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 9,205 bilhões no trimestre, representando uma queda de 2% frente aos R$ 9,389 bilhões reportados um ano antes.

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