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Ação da Copasa cai 3% com Ebitda 8% abaixo por superfaturamento

Ação da Copasa cai 3% com Ebitda 8% abaixo por superfaturamento

Receita cresce 7% para R$ 1,88 bilhão com volumes fortes, mas superfaturamento de R$ 85 milhões pressiona o balanço

As ações da Copasa (CSMG3) caem 3% nesta segunda-feira (23) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, que foram impactados negativamente por um ajuste de R$ 85 milhões relacionado ao consumo superfaturado em trimestres anteriores, segundo análise do BTG Pactual.

“A Copasa entregou números operacionais sólidos, embora os resultados tenham sido negativamente impactados por um ajuste relacionado à cobrança excessiva de consumo em trimestres anteriores”, afirmam os analistas Antonio Junqueira, Gisele Gushiken e Maria Schutz em relatório.

A receita líquida (excluindo construção) atingiu R$ 1,88 bilhão, alta de 7% na comparação anual mas 2% abaixo da estimativa do BTG (R$ 1,92 bilhão). Volumes vieram acima do esperado, com crescimento de 3,3% para água e 3,9% para esgoto (versus projeção de 2% do BTG para ambos), e o mix tarifário foi favorável (tarifa implícita 3% acima da estimativa), mas foram mais que compensados pelo ajuste de R$ 85 milhões.

Os custos (ex-depreciação e amortização) totalizaram R$ 1,15 bilhão (versus R$ 1,12 bilhão do BTG), com despesas de pessoal, inadimplência e “outras” acima do esperado, mais que compensando custos menores com energia e terceiros.

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Como resultado, o EBITDA atingiu R$ 734 milhões, alta de 15% na comparação anual mas 8% abaixo da estimativa (R$ 795 milhões). “Excluindo o ajuste de cobrança excessiva, o EBITDA teria totalizado R$ 819 milhões, ainda 3% acima de nossa previsão”, destacam os analistas do BTG.

Privatização

Para o Safra, o processo de privatização em andamento permanece o principal gatilho para a ação da companhia. Após a proposta de reforma estatutária e a divulgação de diretrizes para o modelo de privatização pelo Estado de Minas Gerais, os principais pontos de atenção agora serão o cronograma para conclusão do processo e os detalhes da venda da participação do Estado.

“Atualizações potenciais sobre a negociação de novos contratos de concessão com grandes municípios também são cruciais para determinar a atratividade da avaliação antes do acordo”, destaca o Safra, ressaltando que a definição de novas concessões municipais será determinante para a precificação da companhia no processo de privatização.