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Ação da C&A está “irracionalmente barata”? Papéis decolam

Ação da C&A está “irracionalmente barata”? Papéis decolam

Por volta das 15h52, os papéis da companhia subiam 6,5%, cotados a R$ 10,45

As ações da C&A (CEAB3) avançavam mais de 6% nesta quarta-feira (24), após o Itaú BBA classificar os papéis da varejista como “irracionalmente baratos” e reiterar a empresa como sua principal recomendação no setor de consumo discricionário da América Latina.

Por volta das 15h52, os papéis da companhia subiam 6,5%, cotados a R$ 10,45. O desempenho chamou a atenção do mercado em meio à divulgação de um relatório no qual o banco argumenta que fatores técnicos e ruídos de curto prazo levaram a ação a um nível de avaliação considerado desconectado dos fundamentos da empresa.

Segundo informações da Reuters, o Itaú BBA avalia que o atual preço dos papéis cria uma oportunidade atrativa para investidores, uma vez que os múltiplos da companhia não refletem a melhora operacional observada nos últimos trimestres.

Entre os principais argumentos apresentados pelo banco está o fato de a ação estar sendo negociada a cerca de 5,6 vezes o lucro estimado para 2026, patamar considerado baixo para uma empresa do setor. Além disso, a C&A apresenta um rendimento de fluxo de caixa livre ao acionista de aproximadamente 14%, indicador que mede a capacidade da companhia de gerar recursos para seus investidores.

Recompra em andamento

Outro fator destacado pelo Itaú BBA é o programa de recompra de ações em andamento. De acordo com o relatório, a empresa já executou cerca de metade do volume autorizado, movimento que tende a reduzir a quantidade de ações em circulação e aumentar o retorno potencial para os acionistas.

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A Reuters destacou ainda que o banco vê um desconto expressivo nos papéis da C&A quando comparados aos da Lojas Renner. Segundo a análise, a varejista negocia com um desconto de aproximadamente 35% em relação à concorrente, diferença considerada difícil de justificar diante das perspectivas operacionais da companhia.

O Itaú BBA também acredita que os resultados do segundo trimestre podem servir como catalisador para uma revisão positiva das projeções de lucro do mercado, reforçando a percepção de que a ação está sendo negociada abaixo de seu valor potencial.

A forte reação dos investidores nesta quarta-feira sugere que parte do mercado começa a compartilhar dessa visão. Ainda assim, a sustentabilidade da alta dependerá da capacidade da companhia de continuar entregando resultados consistentes e confirmar as expectativas de melhora operacional apontadas pelos analistas.

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