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14 ações que os estrangeiros deixaram “baratas” ao sair da B3

14 ações que os estrangeiros deixaram “baratas” ao sair da B3

Dólares deixando a bolsa refletem piora do sentimento, mas também elevam prêmio de risco e potencial de retorno

A saída de investidores estrangeiros da B3 e a deterioração do ambiente macro ao longo dos últimos meses alteraram de forma relevante o ponto de partida da bolsa brasileira.

Após um início de ano marcado por valuations descontados, fluxo positivo para emergentes e expectativa de queda de juros, o cenário perdeu tração diante da alta da curva futura e da maior percepção de risco.

Esse movimento pressionou sobretudo empresas ligadas ao ciclo doméstico, ampliando o pessimismo e comprimindo múltiplos. Na leitura do Bradesco BBI, a correção não eliminou os riscos, mas mudou a relação entre preço e retorno esperado, criando uma janela mais favorável — ainda que longe de ser trivial.

O banco destaca que o momento atual não deve ser interpretado como um convite para compras indiscriminadas. Variáveis como juros, inflação, fluxo estrangeiro e incertezas políticas seguem no radar e podem manter a volatilidade elevada. Ainda assim, parte relevante dessas preocupações já está refletida nos preços dos ativos.

Fonte: B3 e Ágora Investimentos

Nesse contexto, a estratégia se desloca de uma visão ampla de “Brasil barato” para uma abordagem mais seletiva. A bolsa pode esconder tanto boas oportunidades quanto armadilhas de valor, e a diferenciação passa pela qualidade dos negócios, geração de caixa, estrutura de capital e posição competitiva.

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Ações “esquecidas”

Entre as ações consideradas mais defensivas, o relatório destaca Itaú Unibanco (ITUB4) e Equatorial (EQTL3). O banco combina balanço robusto e geração recorrente de resultados, enquanto a elétrica oferece resiliência regulada e exposição a crescimento via saneamento, além de histórico consistente de alocação de capital.

Outra parcela relevante das oportunidades está nas empresas mais sensíveis à dinâmica de juros. Nesse grupo, aparecem Cury (CURY3), Tenda (TEND3), Lojas Renner (LREN3), Rumo (RAIL3) e XP (XPBR31), que tendem a reagir de forma mais direta a um eventual fechamento da curva e melhora das condições financeiras.

O BBI também chama atenção para histórias de crescimento que ficaram mais descontadas com a mudança de cenário. Embraer (EMBJ3), Totvs (TOTS3) e Smart Fit (SMFT3) integram esse grupo, reunindo vetores próprios de expansão, mas negociando sob pressão em um ambiente menos favorável para ativos de crescimento.

Por fim, há empresas cujo apelo está mais ligado a geração de caixa e valuation. Vale (VALE3), Suzano (SUZB3), Vibra (VBBR3) e Yduqs (YDUQ3) compõem esse bloco, oferecendo combinações de dividendos, resiliência operacional e potencial de reprecificação.

Para o banco, a mensagem central é de cautela seletiva: a janela existe, mas o ganho dependerá da capacidade de escolher onde o risco-retorno se tornou mais atrativo.

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