As manifestações no Chile chamaram atenção recentemente, principalmente pela violência em que os manifestantes foram tratados. Mas, quem pensou que isso afetaria o país estava enganado. Com sua reputação intacta quando assunto é gestão fiscal, o governo deseja utilizar essa credibilidade para atrair investidores estrangeiros.
Segundo reportagem do Bloomberg, o Chile planeja emitir US$ 8,7 bilhões em títulos de dívida em 2020, dos quais US$ 5,3 bilhões serão vendidos no exterior. Cerca de US$ 3,3 bilhões serão em dólares e em euros.
O restante será em pesos chilenos, mas ainda assim como alvo estarão os investidores institucionais estrangeiros. O processo de venda será por meio de bookbuilding.
Há anos o governo chinelo consegue se beneficiar da prudência fiscal, cerca de US$ 15 bilhões foram injetados em fundos soberanos. Com o objetivo de aumentar as pensões, melhorar a assistência médica e emitir títulos no exterior.
Desde o dia 18 do mês de outubro, os spreads nos titúlos do Chile aumentaram. Foram em média cinco pontos-base. Em entrevista ao Bloomblerg, Andréas Pérez, coordenador internacional de finanças do Ministério da Fazenda do Chile comentou o caso: “Os rendimentos e spreads atuais mostram um nível de risco mais alto, mas não o suficiente para um rebaixamento.”
Investidor estrangeiro é ideia a curto prazo
Esse aumento na venda dos títulos de moeda estrangeira, é temporário segundo Pérez. O objetivo é conseguir retornar ao seu padrão antigo, com 80% da venda local. Mesmo a economia sendo atingida pelos protestos, não abalou tanto a confiança do mercado que vem se recuperando cada vez mais.
Segundo o Banco Central do Chile, o peso se valorizou 11% quando a instituição anunciou uma intervenção. O que acabou fazendo que essa porcentagem tenha sido o melhor desempenho entre as moedas de mercados emergentes.






