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Queda de juros pode trazer R$ 5,8 bi ao Bradesco e tirar R$ 10,9 bi do BB

Queda de juros pode trazer R$ 5,8 bi ao Bradesco e tirar R$ 10,9 bi do BB

O Bradesco ($BBDC4) será o maior beneficiado entre os grandes bancos brasileiros com a queda das taxas de juros, podendo registrar ganho de R$ 5,8 bilhões no resultado de intermediação financeira (NII), segundo relatório anual do Santander sobre o Risco de Taxa de Juros na Carteira Bancária (IRRBB – interest rate risk in the banking book), […]

O Bradesco (BBDC4) será o maior beneficiado entre os grandes bancos brasileiros com a queda das taxas de juros, podendo registrar ganho de R$ 5,8 bilhões no resultado de intermediação financeira (NII), segundo relatório anual do Santander sobre o Risco de Taxa de Juros na Carteira Bancária (IRRBB – interest rate risk in the banking book), assinado pelos analistas Henrique Navarro, Anahy Rios e Lorenzo Giglioli.

A vantagem do Bradesco se explica pela política do banco de não realizar hedge do capital contra oscilações nas taxas de juros, criando correlação negativa histórica entre seu NII e a curva de juros. Em cenário de parallel-down — movimento de queda paralela da curva —, o banco captura ganhos significativos na marcação de sua carteira, considerando a posição do balanço patrimonial em dezembro de 2025.

O Itaú (ITUB4) também seria beneficiado, mas em menor magnitude, com ganho estimado de R$ 2,7 bilhões no NII no mesmo cenário.

“Acreditamos que nosso relatório seja especialmente relevante não apenas devido à provável aproximação de um ciclo de flexibilização monetária, mas também para entender como conciliar o impacto das taxas de juros de curto e longo prazo na rentabilidade sustentável dos bancos”, afirmam os analistas.

Banco do Brasil: o menos favorecido

No outro extremo, o Banco do Brasil (BBAS3) poderia ver seu NII cair 11%, equivalente a perda de R$ 10,9 bilhões. A dinâmica de captação do BB historicamente se beneficia de ambientes de juros elevados, sendo impactado negativamente em cenários de queda.

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“O Banco do Brasil se beneficiou, no passado, de ambientes de juros mais elevados, em função de sua dinâmica de captação, sendo impactado negativamente em cenários de queda de juros”, explica o relatório.

A análise considera as projeções do time macro do Santander de taxa Selic terminal de 12% para o fim de 2026 e 11,5% para o fim de 2027. O mercado também precifica juros menores, com a curva caindo em movimento de parallel-down desde setembro de 2025.

Ressalvas importantes

Os analistas destacam duas limitações da metodologia. Primeiro, os cálculos têm como base as demonstrações do quarto trimestre de 2025, mas a carteira bancária não é estática — bancos ajustam ativamente estratégias de gestão de ativos e passivos. Segundo, embora assumam movimento de parallel-down, este não cumpre integralmente todos os critérios técnicos dessa classificação.

Segundo os analistas do Santander, historicamente, os cenários de IRRBB publicados antes de ciclos anteriores de afrouxamento superestimaram o impacto da queda de juros, indicando que os efeitos reais podem ser menores que as projeções atuais.

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