Falar em construir patrimônio costuma ser mais comum do que falar em preservá-lo. Mas, na prática, proteger aquilo que foi conquistado é tão importante quanto o próprio processo de acumulação. Afinal, imprevistos acontecem, a longevidade aumentou e os riscos financeiros ao longo da vida são reais, e muitas vezes subestimados.
Existem quatro estratégias centrais para a preservação patrimonial. Nesse conceito, utiliza-se a palavra VIDA, em que cada letra representa um tipo de risco que precisa ser considerado no planejamento financeiro.
Mais do que um método teórico, trata-se de uma abordagem prática e atual, alinhada a um cenário em que as pessoas vivem mais, enfrentam custos de saúde crescentes e lidam com mudanças econômicas constantes.
A seguir, entenda quais são essas quatro estratégias e como aplicá-las no seu planejamento.
V de viver muito: o risco da longevidade
O aumento da expectativa de vida é uma conquista da sociedade moderna. Avanços na medicina, na nutrição e na qualidade de vida fizeram com que viver mais deixasse de ser exceção e passasse a ser regra.
Mas há um ponto crucial: longevidade sem planejamento pode se transformar em risco financeiro.
Isso acontece porque, ao viver mais, a pessoa precisa sustentar por mais tempo seus custos de vida, justamente quando já não está mais na fase produtiva.
Por isso, uma das bases da preservação patrimonial é a construção de uma reserva consistente para a aposentadoria. Nesse processo, é essencial definir o chamado “número mágico”: o valor necessário para garantir renda e padrão de vida ao longo da fase pós-carreira.
Uma estratégia fundamental é adotar a lógica de pagar primeiro o seu “eu do futuro”, ou seja, reservar parte da renda mensal antes mesmo de quitar as demais despesas. Esse hábito ajuda a garantir independência financeira no longo prazo.
I de invalidez: proteger a renda é proteger o patrimônio
Outro risco frequentemente ignorado é a possibilidade de uma invalidez inesperada.
Um acidente ou problema de saúde pode interromper a capacidade de trabalho e, consequentemente, a geração de renda. Quando isso ocorre, muitas famílias acabam recorrendo às reservas destinadas à aposentadoria, comprometendo anos de planejamento.
Além disso, o impacto costuma ser duplo: redução de receita e aumento de despesas.
Por isso, a preservação patrimonial exige uma camada de proteção financeira que garanta entrada de recursos mesmo diante de uma incapacidade laboral.
A lógica é simples: ter dinheiro entrando antes que o patrimônio precise ser consumido. Isso evita endividamento e preserva a estabilidade financeira da família.
D de doença grave: o impacto invisível no patrimônio
Mesmo sendo um tema sensível, a realidade é clara: dados globais indicam que grande parte da população será afetada por doenças graves ao longo da vida, especialmente condições como câncer, AVC e infarto.
O impacto financeiro vai muito além dos custos hospitalares.
Há despesas indiretas, perda temporária de renda, necessidade de adaptação da rotina e mudanças no padrão de vida. Em muitos casos, o patrimônio construído ao longo de décadas pode ser rapidamente consumido.
Por isso, o planejamento precisa considerar não apenas os gastos médicos, mas também o período após a alta hospitalar. Quem continuará pagando as contas? Como ficará a renda familiar? Quais despesas podem aumentar?
Ter respostas para essas perguntas é essencial para evitar que um evento de saúde comprometa sonhos e estabilidade financeira.
A de ausência prematura: proteção e sucessão
A última estratégia envolve um tema delicado, mas indispensável: a possibilidade de ausência prematura.
Nesse caso, existem dois aspectos principais.
O primeiro é o impacto financeiro direto na família. Quando uma pessoa representa um pilar de renda, sua ausência pode desestruturar completamente o padrão de vida dos dependentes.
Por exemplo, se um provedor gera determinado valor anual para a família, ao longo dos anos esse montante representa milhões de reais em fluxo financeiro que deixam de existir.
O segundo aspecto é a sucessão patrimonial.
No Brasil, os custos de inventário podem chegar a 10% a 20% do patrimônio, exigindo liquidez imediata dos herdeiros. Sem planejamento, isso pode resultar na venda apressada de bens ou em dificuldades financeiras.
Por isso, preservar patrimônio também envolve garantir recursos para a transferência organizada e eficiente dos bens.
Preservar patrimônio é planejar a vida
As quatro estratégias reunidas no conceito VIDA mostram que proteger o patrimônio vai muito além de investir bem.
Trata-se de antecipar riscos, garantir continuidade financeira e preparar a família para diferentes cenários.
Em um mundo cada vez mais incerto, o verdadeiro sucesso financeiro não está apenas em acumular riqueza, mas em garantir que ela seja capaz de sustentar a vida, os sonhos e as pessoas que dependem dela, independentemente dos imprevistos.
No fim das contas, preservar patrimônio é, acima de tudo, uma forma de cuidar do futuro.
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