Home
Notícias
Ações
Prejuízo líquido da Natura avança no primeiro trimestre

Prejuízo líquido da Natura avança no primeiro trimestre

Segundo a companhia, a deterioração de R$ 395 milhões na comparação anual foi provocada principalmente pela queda de R$ 307 milhões no EBIT

A Natura (NATU3) registrou um avanço do prejuízo líquido no primeiro trimestre do ano para R$ 445 milhões ante R$ 50 milhões de perdas do mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pela companhia em seu balanço divulgado nesta segunda-feira (11).

Segundo a companhia, a deterioração de R$ 395 milhões na comparação anual foi provocada principalmente pela queda de R$ 307 milhões no EBIT, dos quais R$ 221 milhões estiveram relacionados a despesas extraordinárias, refletindo a pressão sobre a rentabilidade da companhia.

Além do impacto operacional, o resultado também foi afetado pela piora no desempenho financeiro, influenciado sobretudo pelas perdas com operações de hedge da dívida denominada em dólar.

Segundo a companhia, parte desses efeitos negativos foi compensada pela redução das despesas com imposto de renda no período.

Enquanto isso, o Ebitda da companhia totalizou R$ 346 milhões no período, com margem de 7,3%, representando uma contração de 7,9 pontos percentuais na comparação anual.

Publicidade
Publicidade

Segundo a empresa, a queda foi impactada principalmente por despesas extraordinárias relacionadas ao processo de reorganização interna, que consumiram cerca de 4,7 pontos percentuais da receita líquida, equivalente a aproximadamente R$ 221 milhões.

Endividamento

A dívida líquida da companhia encerrou o primeiro trimestre de 2026 em R$ 4 bilhões, representando aumento sequencial de R$ 565 milhões em relação ao trimestre anterior.

Leia também:

Segundo a empresa, a elevação foi provocada principalmente por desembolsos não recorrentes ligados ao processo de reorganização corporativa. Entre os principais impactos estiveram cerca de R$ 240 milhões em pagamentos de rescisões, aproximadamente R$ 90 milhões em despesas remanescentes relacionadas à simplificação da estrutura societária e o desembolso de R$ 367 milhões referente ao acordo judicial com a Chapman.

Parte desses efeitos foi compensada pela entrada de recursos proveniente da venda da operação da Avon na Rússia.

Com o aumento da dívida e o menor Ebitda registrado no período, o índice de alavancagem da companhia subiu para 2,11 vezes, acima do nível observado no quarto trimestre de 2025. Segundo a empresa, o avanço reflete tanto o consumo de caixa quanto a pressão sobre a geração operacional no início do ano.