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Vale a pena investir em empresas de tecnologia em 2022?

Vale a pena investir em empresas de tecnologia em 2022?

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

04 Fev 2022 às 15:00 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 5 min leitura

Redação EuQueroInvestir

04 Fev 2022 às 15:00 · 5 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Pixabay

A alta da inflação e a deterioração do ambiente político e fiscal foram alguns dos fatores que fizeram de 2021 um ano desafiador para as empresas de tecnologia. Por isso, fica a dúvida no mercado: vale a pena investir em empresas de tecnologia neste ano?

No cenário interno, a expectativa é de muita volatilidade. Nesse sentido, a incerteza fiscal e as eleições serão responsáveis por boa parte do nervosismo esperado para o mercado nacional.

Já no cenário externo, a alta dos juros confirmada pelo Federal Reserve (Fed) é um sinal de alerta para a situação financeira das empresas de tecnologia. Isso porque o setor demanda constantes investimentos, e juros altos podem mexer com a estrutura patrimonial dessas empresas, principalmente as que ainda não apresentam lucros em seus balanços.

Empresas de tecnologia em 2022 serão um bom investimento?

Já há algum tempo, tem-se falado no risco de uma bolha das empresas de tecnologia no mundo inteiro.

De acordo com Stephen Schwarzman, presidente da Blackstone (gigante americana de gestão de private equity), um sinal de preços inflados é quando as empresas começam a ser avaliadas por múltiplos de receita, e não de lucro. Em evento online realizado pela Empiricus, o executivo observou que isso está acontecendo com muitas empresas de tecnologia atualmente.

Para Schwarzman, quando o valuation das empresas começa a ser discutido em múltiplos de receita e não de lucro, há chances de que várias não sejam rentáveis. “Esse pode ser o sinal de pico nesse tipo de empresa. Não significa que elas não sobreviverão a isso, mas algumas não vão mesmo”, afirma o gestor.

Aumento dos juros nos Estados Unidos

No mesmo evento, o presidente da Blackstone falou sobre os impactos da alta dos juros norte-americanos nas bolsas ao redor do mundo. Nesse sentido, ele observa que a alta dos juros no país é um redutor natural do ritmo de expansão do mercado acionário. Por isso, os mercados terão que se ajustar à nova realidade.

“Provavelmente, haverá algumas correções à medida que passarmos por essa transição. Mas a recuperação continuará na economia, e isso também impulsiona os mercados”, disse o gestor no evento.

As ações de tecnologia, que já vinham em alta, potencializaram valorizações com a pandemia. Isso porque o isolamento social favoreceu o e-commerce, os streamings e todo tipo de acesso à internet. Para muitas dessas empresas, o tapering terá efeito de esvaziamento de uma bolha. No entanto, para as que estão com suas ações infladas, cujos preços não condizem com os resultados, o risco é de estouro mesmo.

Recente pesquisa do Deutsche Bank também apontou o receito do estouro da bolha de tecnologia. Nesse sentido, o levantamento mostrou que muitos investidores aumentaram posições em setores como bancos e commodities. Ao mesmo tempo, cortaram posições em segmentos como tecnologia e mercados emergentes.

Afinal, existe futuro para as ações de empresas de tecnologia?

Apesar da expectativa de altos e baixos, há também boas perspectivas para essas empresas em 2022.

Um dos setores que continuará em alta será o de semicondutores, devido à escassez desse componente ainda forte no mercado. A Nvidia (NVDC34), uma das principais fabricantes de peças para o metaverso, permanece como destaque em várias carteiras recomendadas.

Outro setor que merece atenção em 2022 é o de segurança cibernética. De acordo com a pesquisa PwC Digital Trust Insights 2022, cerca de 83% das empresas brasileiras deverão aumentar o investimento em segurança cibernética em 2022.

Em entrevista ao portal Olhar Digital, Carlos Baleeiro, country manager da ESET no Brasil, afirma que a pandemia acelerou a necessidade de as empresas darem mais atenção do tema. Além disso, observa que 2021 foi um dos piores anos em termos de ataques cibernéticos já registrados.

“Em 2021, vimos a quantidade de tentativas de ataques aumentar, com cibercriminosos tentando aproveitar da fragilidade em um mercado que ainda se recupera de uma pandemia”, diz o gestor.

Opinião da EQI Research sobre as empresas de tecnologia em 2022

Para a EQI Research, o setor de tecnologia deve ser um dos setores da bolsa de maior crescimento de receita em 2022. Segundo a gestora Aline Cardoso, esse crescimento deverá ser puxado, basicamente, por três fortes tendências.

  • A primeira delas é o ganho de market share do varejo online sobre o varejo físico.
  • A segunda, o aumento do uso de softwares de gestão e de performance.
  • Por fim, o ganho de market share por parte das fintechs sobre os bancos tradicionais representa a terceira tendência esperada para o setor.

De acordo com Aline, vale ressaltar que certa pressão de margens é esperada para 2022. Isso por causa da forte demanda por desenvolvedores, que tem feito subir rapidamente o custo deste tipo de mão de obra.

“Por ser um setor de alto crescimento, ele sofre bastante com a abertura nas taxas de juros longas, o que pode levar a uma compressão de múltiplos e queda adicionais das ações. Por isso, é um setor arriscado para se estar posicionado em 2022, dado o aperto monetário sinalizado pelo Fed”, observa a gestora.

Por outro lado, o que reduz um pouco esse risco é o fato de o setor já ter sofrido uma queda bastante relevante nos últimos seis meses. Isso significa que as empresas estão negociando a valuations bem mais atraentes do que há meses atrás, complementa Aline.

O que observar na hora de analisar as ações de tecnologia?

Nesse sentido, Aline destaca alguns dos principais pontos para os quais o investidor deve estar atento. São eles:

  • crescimento da base de usuários;
  • crescimento de receita;
  • recorrência de receita e de uso por parte dos clientes;
  • LTV/CAC (valor do ciclo de vida do cliente dividido pelo custo de aquisição desse cliente);
  • crescimento do trafego no site;
  • despesa de marketing como % da Receita Liquida;
  • custo por lead.

Para mais informações sobre esse ou outros setores da bolsa e sobre investimentos em geral, preencha este formulário que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato.

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