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IPTU, IPVA e cartão: como evitar que o início de ano vire um freio nos investimentos em 2026

IPTU, IPVA e cartão: como evitar que o início de ano vire um freio nos investimentos em 2026

Em um cenário de juros ainda elevados, decisões erradas no começo do ano podem custar caro no bolso. Levantamento indica que parte dos brasileiros ainda recorre ao parcelamento e ao crédito para lidar com despesas sazonais

O início do ano concentra despesas e pressiona o orçamento das famílias e, em um ambiente de juros elevados, qualquer desequilíbrio pode ter um custo maior.

Uma pesquisa realizada pela 99Pay, em parceria com o Instituto Locomotiva, aponta que 74% dos brasileiros afirmam que se organizam financeiramente para os gastos do começo do ano, como impostos, matrícula e material escolar.

Apesar disso, o levantamento mostra que o planejamento ainda não é uma prática consolidada para todos. Segundo o estudo, 26% dizem que não costumam se preparar para essas despesas.

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Como os brasileiros tentam se preparar para as contas do começo do ano

Entre os entrevistados que afirmam se organizar, a principal estratégia é guardar dinheiro com antecedência. De acordo com a pesquisa, 47% dizem que guardam dinheiro antecipadamente para cobrir os gastos do início do ano.

O levantamento também aponta que 24% recorrem ao 13º salário para lidar com as despesas do período.

Ao mesmo tempo, a pesquisa indica que uma parcela dos brasileiros ainda utiliza mecanismos que podem aumentar o custo dessas contas ao longo do tempo: 19% afirmam usar o parcelamento das contas, enquanto 9% dizem recorrer a crédito ou empréstimo.

Dívidas e juros: por que o começo do ano pode comprometer o planejamento financeiro

Para Hellen Kato, professora da Me Poupe!, o risco de endividamento ainda é alto, especialmente quando o orçamento não é acompanhado de forma consistente ao longo do ano.

“Quitar dívidas é o primeiro passo. A dívida consome o dinheiro muito rápido, e é preciso interromper esse ciclo antes de pensar em investir”, afirma a especialista.

A avaliação é que, em momentos de aperto financeiro, a prioridade deve ser reduzir o impacto dos juros e das multas no orçamento, principalmente para quem já começa o ano com contas acumuladas.

Quando cortar gastos não é suficiente, renda extra é o caminho

A professora também chama atenção para um ponto comum na realidade de muitas famílias, nem sempre há espaço para cortar despesas, porque o orçamento já está comprimido.

“Embora reduzir gastos seja uma recomendação comum, na prática muitos brasileiros já operam com um orçamento apertado”, avalia.

Nesse cenário, a alternativa pode passar pelo aumento de renda. Segundo Kato, existe resistência em buscar fontes adicionais de receita, mesmo quando elas podem ser construídas de forma gradual.

“Existe uma grande resistência do brasileiro em fazer renda extra. Muitas pessoas acham que não têm talento ou tempo, mas, às vezes, é algo que pode ser desenvolvido sem tomar muitas horas do dia a dia”, diz.

Ela afirma ainda que a renda extra não precisa estar necessariamente ligada à profissão principal, e pode vir de atividades diferentes da rotina de trabalho.

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Metas e prazos ajudam a definir o que faz sentido no orçamento e nos investimentos

Na hora de organizar o planejamento, Kato reforça que as decisões devem estar alinhadas aos objetivos financeiros.

“A meta é sempre a resposta. Para objetivos de curto prazo, não faz sentido arriscar. O planejamento precisa respeitar o prazo e o perfil de cada pessoa”, afirma.

A especialista também destaca a importância de construir uma reserva de emergência, mesmo que aos poucos.

“Quando falamos em reserva de emergência, o ideal é ter o equivalente a seis meses do custo de vida, mas o feito é melhor do que o perfeito. Mesmo uma reserva pequena já faz diferença”, diz.

Para isso, ela recomenda que o controle do orçamento seja feito com base em dados, e não apenas em estimativas.

“Para organizar o orçamento, é fundamental abandonar estimativas mentais e trabalhar com dados concretos. Revisar extratos bancários e adotar métodos compatíveis com o perfil de cada pessoa, seja anotações em papel, planilhas ou aplicativos”, afirma.

Planejamento para 2026 passa por antecipar despesas sazonais

A pesquisa da 99Pay e do Instituto Locomotiva mostra que o comportamento de organização financeira é relevante entre os brasileiros, mas também indica que parcelamento e crédito seguem presentes na forma como parte da população lida com despesas do começo do ano.

Para Kato, o planejamento precisa começar antes que o aperto chegue.

“Não espere pelo mês de janeiro, que costuma ser financeiramente conturbado. Se a decisão é se organizar para 2026, o melhor momento para começar é antes e agora”, afirma.