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Trava de exportação: entenda o mecanismo que garante proteção cambial para exportadores

Trava de exportação: entenda o mecanismo que garante proteção cambial para exportadores

Claudia Zucare

Claudia Zucare

16 Set 2022 às 14:47 · Última atualização: 16 Set 2022 · 3 min leitura

Claudia Zucare

16 Set 2022 às 14:47 · 3 min leitura
Última atualização: 16 Set 2022

foto de notas de dólar

Já ouviu falar de trava de exportação? Diferentemente do que muitos podem pensar, ela não se trata de uma modalidade de financiamento, muito menos de especulação com câmbio, mas sim de um mecanismo de hedge, ou seja, de proteção cambial.

Ela permite que uma empresa exportadora fixe a taxa de câmbio no presente para recebimentos futuros, após a exportação de um bem ou serviço.

Conversamos sobre o produto com Alexandre Viotto, head de câmbio e comérco exterior da EQI Investimentos. Acompanhe.

O que é trava de exportação?

“Trava de exportação é um produto extraordinário, sendo muito procurado pelos clientes”, entrega Alexandre Viotto.

“A grande vantagem do cliente exportador é garantir a taxa de dólar no momento em que se fecha o contrato da trava. Mas ela pode ser usada em qualquer momento, em um período de até 360 dias”, ele diz.

Segundo ele, só há outras quatro instituições no Brasil com o produto formatado nos mesmos moldes que na EQI.

Dentro desse período de 360 dias, a trava pode ser usada até mesmo em momentos de queda do dólar.

Por exemplo: se a trava foi fechada com dólar a R$ 5,20, mas o dólar caiu de R$ 5,20 para R$ 4,50, a transação do cliente está garantida com câmbio a R$ 5,20.

“Nossa tesouraria trava esse valor, oferecendo esse hedge, essa proteção cambial contra a oscilação do dólar”, ele diz.

Uma opção mais simples ao derivativo

Outro ponto positivo, Viotto aponta, é que, ao contrário de um derivativo ou NDF, que demandariam ajustes positivos ou negativos e para os quais seria necessário fazer marcação a mercado a cada 30 dias no mínimo, a trava de exportação não exige nenhum ajuste a valor de mercado.

“O cliente pode sair dessa estrutura no momento em ele que achar interessante. Por exemplo: ele fecha a trava para 270 dias, e tem esse prazo para usar, mas pode destravar ou sair da operação depois de 90 dias”, afirma.

Em um exemplo prático, funciona assim: o cliente exporta a mercadoria, manda via navio para o exterior, e recebe o dinheiro do cliente lá fora. Na hora de trazer o montante para o Brasil, ele vai olhar o câmbio e vai ver que o dólar está em R$ 4,90, por exemplo. Mas se ele tem uma trava em R$ 5,20, então este será o câmbio trabalhado.

Agora, se o dólar estiver em R$ 5,50, ou seja, mais alto do que a trava fixada, o cliente tem a opção de liquidar o contrato a R$ 5,20 mesmo ou carregar a trava por mais tempo, para ser usada em uma outra operação.

Dessa forma, conclui Viotto, o cliente consegue ter previsibilidade, trabalhando melhor suas margens. “É também uma forma simples de contabilidade”.

Quer saber mais sobre a opção de trava de exportação? Clique aqui e fale com um assessor da EQI Investimentos.

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