A melhora do posicionamento do candidato à presidência Flávio Bolsonaro tem influenciado a força do real contra o dólar, avalia o banco francês Société Générale em um relatório enviado a clientes na última sexta-feira.
Segundo os economistas Phoenix Kalen e Dev Ashish, o real se fortaleceu “impulsionado pela melhora do sentimento global de risco em relação às moedas da América Latina e por pesquisas eleitorais que mostram uma disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro”.
Uma pesquisa da AtlasIntel com a Bloomberg, divulgada na última quarta-feira (21), mostra que Flávio saltou de 29,3% em dezembro para 35% nas intenções de votos para o primeiro turno, sem o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Lula passou de 48,1% para 48,8%.
No segundo turno, Flávio subiu de 41% para 44,9%. Enquanto isso, Lula cedeu de 53% para 49,2% nas intenções.
Selic
Sobre a definição da taxa de juros sobre o Banco Central nesta semana, o banco afirma que a Selic será mantida em 15%, mas vê algum espaço para uma indicação de cortes mais à frente em abril.
“A flexibilização monetária é sustentada por um real mais forte e por uma dinâmica favorável dos preços dos alimentos, que deve contribuir para a desinflação no curto prazo, juntamente com uma clara desaceleração da atividade econômica”, escreveram Kalen e Ashish.
Segundo eles, as taxas de juros reais permanecem altamente restritivas em relação à evolução das perspectivas de inflação, e a expectativa de pelo menos um — possivelmente dois — cortes na taxa básica de juros pelo Federal Reserve proporciona um ambiente externo favorável.
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