O Tesouro Direto hoje (7) apresentava alta nas taxas dos vencimentos mais longos por volta das 12h02, interrompendo o movimento de forte queda observado nos dois primeiros pregões da semana. A mudança ocorria após a reação dos mercados ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial, movimento apelidado de “Flávio Day”.
A vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno aumentou as expectativas de mudança na condução da política econômica a partir de 2027 e reduziu o prêmio de risco exigido nos ativos brasileiros. Depois de dois dias de queda, porém, os juros longos voltavam a subir, enquanto os vencimentos mais curtos ainda apresentavam recuo.
O maior avanço aparecia no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037. A rentabilidade passou de 12,79% para 12,94% ao ano, alta de 0,15 ponto percentual. O preço unitário caiu de R$ 879,29 para R$ 872,56 — recuo de R$ 6,73, ou aproximadamente 0,77%.
O Tesouro Prefixado 2032 também subia, de 12,71% para 12,83% ao ano, enquanto o preço diminuía 0,50%, para R$ 534,17. Na ponta mais curta, o Prefixado 2029 destoava ao recuar de 12,55% para 12,48%, com valorização de 0,18% no preço.
Entre os títulos indexados à inflação, o destaque era o Tesouro IPCA+ 2050. A taxa avançou de IPCA + 6,51% para IPCA + 6,60%, enquanto o preço caiu de R$ 1.065,86 para R$ 1.045,25. A perda de R$ 20,61 corresponde a uma desvalorização de aproximadamente 1,93%.
O movimento reflete a relação inversa entre preços e taxas provocada pela marcação a mercado: quando a rentabilidade exigida pelos investidores aumenta, o valor dos títulos já emitidos tende a cair.
Treasuries e petróleo afetam juros longos
A mudança na ponta longa acompanhava a alta dos rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos. O Treasury de dez anos avançava para 5,313%, enquanto o papel de 20 anos alcançava 5,734%.
O petróleo Brent também voltava a superar US$ 100 diante das preocupações com a oferta no Oriente Médio. A commodity mais cara pode alimentar a inflação global e reduzir o espaço para cortes de juros, elevando os retornos exigidos nos títulos de prazo mais longo.
Os investidores ainda aguardavam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, prevista para as 15h. No Brasil, a curva de juros futuros reproduzia o movimento dividido: o DI para janeiro de 2029 recuava para 12,425%, enquanto os contratos para janeiro de 2031 e janeiro de 2037 subiam para 12,615% e 12,85%, respectivamente.
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Tesouro Direto hoje: confira as taxas
Confira as taxas registradas por volta das 12h02 desta quarta-feira, comparadas com a referência de terça-feira (6):
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 12,48% ao ano — queda de 0,07 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 12,83% ao ano — alta de 0,12 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 12,94% ao ano — alta de 0,15 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0867% ao ano — praticamente estável
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 6,91% — queda de 0,04 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 6,91% — estável
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 6,66% — alta de 0,02 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 6,68% — alta de 0,03 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 6,60% — alta de 0,09 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 6,59% — alta de 0,05 p.p.






