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Títulos públicos atrelados à inflação lideram valorização dos índices de renda fixa

Títulos públicos atrelados à inflação lideram valorização dos índices de renda fixa

Índice de Tesouro IPCA com prazo de dez anos subiu 6,70% entre julho e setembro

Os títulos públicos indexados à inflação registraram os maiores avanços entre os índices de renda fixa calculados pela B3 ($B3SA3) no terceiro trimestre de 2026. O Índice B3 Tesouro IPCA Prazo 10 anos (TP10) acumulou valorização de 6,70% entre julho e setembro e liderou o ranking, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (7) pela bolsa.

Na sequência aparecem o Índice B3 Tesouro IPCA Prazo 5 anos (TP05), com alta de 5,44%, e o Índice DAP5 B3 (IDAP5), que avançou 5,00%. O levantamento considera exclusivamente os índices classificados como renda fixa, usados para acompanhar o desempenho de carteiras teóricas e que podem servir de base para ETFs, fundos negociados em bolsa que buscam replicar uma carteira específica de ativos.

Para Hênio Scheidt, gerente de produtos da B3, a aplicação em um ETF permite ao investidor adquirir uma cesta diversificada de ativos em uma única operação, sem comprar individualmente cada título. Segundo ele, à medida que novos índices ganham relevância, podem servir de base para o lançamento de novos produtos, ampliando o acesso a estratégias antes restritas a investidores institucionais.

Prazos diferentes, exposições diferentes

O TP10 acompanha uma carteira teórica de NTN-Bs, títulos públicos cuja remuneração combina a variação do IPCA com uma taxa de juros real. Com prazo-alvo de dez anos, funciona como referência para quem deseja acompanhar a parcela mais longa da curva de juros reais. O TP05 segue a mesma metodologia, mas com prazo-alvo de cinco anos.

“A diferença entre os índices está principalmente no prazo-alvo da carteira”, explica Scheidt, para quem a segmentação permite ao investidor escolher a exposição de acordo com sua visão sobre juros e inflação.

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Já o IDAP5, terceiro colocado, não acompanha diretamente uma carteira de títulos públicos. O índice reflete o comportamento dos contratos futuros de Cupom IPCA, negociados no mercado de derivativos da B3, que negociam a diferença entre a variação do IPCA e uma taxa de juros prefixada para determinado período. Trata-se, segundo Scheidt, de uma estratégia de juros reais negociada no mercado futuro.

O crédito privado também aparece entre os principais desempenhos do trimestre. O Índice de Debêntures Ultra Qualidade DI B3 (IDEU) acumulou alta de 3,52%. O indicador acompanha uma carteira teórica de debêntures remuneradas pela taxa DI mais um spread.

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