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Tesouro Direto hoje: Prefixado 2037 sobe a 14,17% antes da eleição

Tesouro Direto hoje: Prefixado 2037 sobe a 14,17% antes da eleição

Taxa do papel avança 0,08 ponto percentual, enquanto títulos IPCA+ recuam após dados fracos do mercado de trabalho americano

O Tesouro Direto hoje (2) apresentava movimento dividido entre as taxas dos títulos públicos por volta das 11h43. Os prefixados mais longos subiam na última sessão antes do primeiro turno das eleições, enquanto a maioria dos papéis atrelados ao IPCA registrava queda após a divulgação do payroll dos Estados Unidos.

O maior movimento aparecia no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037. A rentabilidade passou de 14,09% na quinta-feira (1º) para 14,17% ao ano, avanço de 0,08 ponto percentual. O preço unitário caiu de R$ 818,90 para R$ 815,89, recuo de R$ 3,01, ou 0,37%.

O Tesouro Prefixado 2032 também apresentava alta, de 14,12% para 14,15% ao ano. Na direção oposta, o vencimento de 2029 recuava de 13,86% para 13,83%, enquanto seu preço avançava 0,11%, para R$ 750,25.

Entre os títulos indexados à inflação, o maior recuo aparecia no IPCA+ 2040. A taxa caiu de IPCA + 7,26% para IPCA + 7,22% ao ano. Com isso, o preço do papel subiu de R$ 1.806,32 para R$ 1.817,44, valorização de 0,62%, a maior entre os títulos disponíveis.

A oscilação reflete a relação inversa da marcação a mercado: quando a rentabilidade exigida aumenta, o preço do título cai; quando a taxa recua, o preço sobe.

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Payroll fraco alivia exterior, mas eleição pressiona curva longa

Os Estados Unidos criaram 29 mil vagas de trabalho em setembro, bem abaixo das 90 mil esperadas. A taxa de desemprego subiu para 4,2%, ante projeção de 4,1%, enquanto os resultados dos dois meses anteriores foram revisados para baixo em 60 mil postos.

A leitura mais fraca reduziu as apostas em uma nova alta dos juros pelo Federal Reserve. Os rendimentos dos Treasuries recuavam, com o título americano de dez anos caindo para aproximadamente 5,20%.

No Brasil, a produção industrial recuou 0,6% em agosto, contrariando a expectativa de crescimento de 0,1%. Apesar dos dados mais fracos, os juros futuros longos voltaram a subir durante a manhã diante da proximidade da eleição.

Por volta das 11h29, o DI para janeiro de 2029 marcava 13,81%, enquanto os vencimentos de janeiro de 2031 e janeiro de 2037 estavam em 14,04% e 14,155%, respectivamente.

Leia também:

Tesouro Direto hoje: confira as taxas

Confira as taxas registradas por volta das 11h43 desta sexta-feira, comparadas com a referência oficial de quinta-feira (1º):

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 13,83% ao ano — queda de 0,03 p.p.
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,15% ao ano — alta de 0,03 p.p.
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,17% ao ano — alta de 0,08 p.p.

Atrelados à Selic

  • Tesouro Reserva 2036: Selic — preço unitário de R$ 11,06
  • Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0851% ao ano — praticamente estável

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 7,60% — queda de 0,02 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,52% — queda de 0,01 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,22% — queda de 0,04 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,18% — queda de 0,02 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,06% — estável
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,08% — queda de 0,02 p.p.