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Tesouro Direto hoje: taxas caem em todos os prazos e IPCA+ 2037 perde os 8%

Tesouro Direto hoje: taxas caem em todos os prazos e IPCA+ 2037 perde os 8%

Juros recuam em todos os vencimentos antes do Copom, enquanto Focus reduz a projeção para a Selic e petróleo despenca

O Tesouro Direto hoje (3) opera com queda generalizada nas taxas dos títulos públicos. Todos os prefixados e papéis atrelados à inflação registravam recuo, acompanhando o fechamento dos juros futuros antes da decisão do Copom.

Por volta das 13h48, o Tesouro Prefixado 2029 oferecia rendimento de 14,03% ao ano, ante a referência provisória de 14,17% exibida na sexta-feira (31). O Prefixado 2032 recuava de 14,61% para 14,40%, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2037 passava de 14,79% para 14,60%.

Entre os títulos ligados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 caía de IPCA + 8,26% para IPCA + 8,14%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 recuava de IPCA + 8,03% para IPCA + 7,86%, deixando de oferecer juro real superior a 8%.

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Tesouro Direto hoje: taxas recuam em todos os vencimentos

A queda atingia todos os títulos disponíveis para negociação nesta segunda-feira.

O Tesouro Prefixado 2029 recuou 0,14 ponto percentual, de 14,17% para 14,03% ao ano. A taxa ficou 0,22 ponto abaixo da Selic, atualmente fixada em 14,25%.

O Tesouro Prefixado 2032 apresentou a maior redução entre os papéis de taxa fixa, ao passar de 14,61% para 14,40%, queda de 0,21 ponto percentual.

Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu 0,19 ponto, de 14,79% para 14,60% ao ano.

A redução das taxas provocou valorização dos títulos. O preço unitário do Prefixado 2029 passou de R$ 727,87 para R$ 730,78, enquanto o preço do Prefixado 2032 subiu de R$ 479,83 para R$ 485,11.

A base de sexta-feira deve ser observada com cautela, pois as taxas foram exibidas enquanto a plataforma ainda informava problemas na precificação devido ao atraso na abertura da Câmara B3.

IPCA+ 2037 recua para 7,86%

As taxas dos títulos atrelados à inflação também caíam em todos os prazos.

O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 8,26% para IPCA + 8,14% ao ano, redução de 0,12 ponto percentual. O papel continuava sendo o único título IPCA+ tradicional com remuneração real acima de 8%.

O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 apresentou queda mais intensa, de IPCA + 8,03% para IPCA + 7,86%, recuo de 0,17 ponto. Com isso, o título perdeu a marca de 8% observada nas últimas sessões.

O Tesouro IPCA+ 2040 caiu de IPCA + 7,80% para IPCA + 7,65%, baixa de 0,15 ponto percentual.

O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 recuou de IPCA + 7,76% para IPCA + 7,59%. O IPCA+ 2050 passou de IPCA + 7,54% para IPCA + 7,40%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 caiu de IPCA + 7,64% para IPCA + 7,48%.

Juros futuros caem antes da decisão do Copom

Os juros futuros recuavam nos principais vencimentos acompanhados pelo mercado. Como os contratos não tiveram negociação regular na sexta-feira, a comparação considera os últimos valores válidos registrados na quinta-feira (30).

O DI para janeiro de 2029 caía de 14,095% para 14,015%, redução de 0,08 ponto percentual.

O contrato para janeiro de 2032 recuava de 14,50% para 14,325%, queda de 0,175 ponto. Já o DI para janeiro de 2037 passava de 14,69% para 14,495%, baixa de 0,195 ponto percentual.

O fechamento da curva ocorria a poucos dias da decisão do Comitê de Política Monetária. O mercado precifica majoritariamente uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14% ao ano.

Focus reduz projeção para a Selic

O Boletim Focus mostrou nova redução nas expectativas para a inflação brasileira em 2026. O mercado também diminuiu a projeção para a Selic no fim do ano, de 14% para 13,75%.

A revisão reforçou as expectativas de início do ciclo de flexibilização monetária na reunião desta semana.

Queda do petróleo reduz pressão sobre a inflação

A forte queda das cotações do petróleo também contribuía para reduzir as preocupações com pressões inflacionárias provocadas pela energia.

Por volta das 12h34, o petróleo WTI recuava 6,02%, cotado a US$ 79,57 por barril. O Brent caía 4,64%, para US$ 83,85.

Os preços foram pressionados após os Estados Unidos adiarem novos ataques contra o Irã, enquanto aguardavam avanços nas discussões relacionadas à reabertura do Estreito de Ormuz.

A redução do petróleo pode aliviar custos de combustíveis, transporte e diferentes cadeias produtivas. Esse fator ajudava a sustentar o fechamento dos juros, mas não era o único determinante da sessão.

Leia também:

Taxas do Tesouro Direto hoje

Confira as taxas registradas por volta das 13h48 desta segunda-feira:

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,03% ao ano — queda de 0,14 p.p.
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,40% ao ano — queda de 0,21 p.p.
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,60% ao ano — queda de 0,19 p.p.

Atrelados à Selic

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,14% — queda de 0,12 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,86% — queda de 0,17 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,65% — queda de 0,15 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,59% — queda de 0,17 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,40% — queda de 0,14 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,48% — queda de 0,16 p.p.