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Tesouro Direto hoje: taxas sobem em toda a curva e dois IPCA+ superam 8%

Tesouro Direto hoje: taxas sobem em toda a curva e dois IPCA+ superam 8%

Taxas avançam em todos os vencimentos, enquanto dois títulos ligados à inflação voltam a oferecer juro real acima de 8%

O Tesouro Direto hoje (29) opera com alta generalizada nas taxas dos títulos públicos. Todos os prefixados e papéis ligados à inflação registravam avanço, acompanhando a abertura dos juros futuros em uma sessão marcada pela cautela antes da decisão do Federal Reserve e pela retomada das pressões no mercado de energia.

Por volta das 11h54, o Tesouro Prefixado 2029 oferecia rendimento de 14,32% ao ano, ante 14,21% na terça-feira (28). O Prefixado 2032 avançava de 14,64% para 14,68%, enquanto o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 subia de 14,73% para 14,77%.

A alta também atingia todos os vencimentos ligados à inflação. O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 8,20% para IPCA + 8,26%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 voltou a superar 8%, ao avançar de IPCA + 7,95% para IPCA + 8,03%.

Nos vencimentos mais longos, as altas chegaram a 0,11 ponto percentual. O IPCA+ 2040 passou para IPCA + 7,77%, enquanto os títulos com vencimentos em 2050 e 2060 avançaram 0,10 ponto cada.

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Tesouro Direto hoje: taxas sobem em todos os vencimentos

A alta ocorria de forma disseminada entre os títulos disponíveis para negociação nesta quarta-feira.

O Tesouro Prefixado 2029 passou de 14,21% para 14,32% ao ano, avanço de 0,11 ponto percentual. Com isso, a remuneração do papel voltou a superar a Selic, atualmente em 14,25% ao ano.

O Tesouro Prefixado 2032 subiu 0,04 ponto percentual, de 14,64% para 14,68%. O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 também avançou 0,04 ponto, para 14,77% ao ano.

Dois títulos IPCA+ voltam a superar 8%

O Tesouro IPCA+ 2032 avançou de IPCA + 8,20% para IPCA + 8,26% ao ano, alta de 0,06 ponto percentual.

O papel segue oferecendo juro real superior a 8% ao ano, além da correção pelo índice oficial de inflação.

O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 apresentou alta de 0,08 ponto, de IPCA + 7,95% para IPCA + 8,03%. Com isso, dois títulos indexados à inflação passaram a oferecer remuneração real superior a 8%.

A maior elevação do dia ocorreu no Tesouro IPCA+ 2040, cuja taxa passou de IPCA + 7,66% para IPCA + 7,77%, avanço de 0,11 ponto percentual.

O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 subiu de IPCA + 7,63% para IPCA + 7,72%. O IPCA+ 2050 avançou de IPCA + 7,40% para IPCA + 7,50%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 passou de IPCA + 7,50% para IPCA + 7,60%.

Juros futuros avançam por toda a curva

Os juros futuros também subiam nos principais vencimentos acompanhados pelo mercado.

O DI para janeiro de 2029 passou de 14,175% na terça-feira para 14,275% nesta quarta, alta de 0,10 ponto percentual.

O contrato para janeiro de 2032 avançou de 14,51% para 14,575%, elevação de 0,065 ponto. O DI para janeiro de 2037 também subiu 0,065 ponto, de 14,595% para 14,66%.

A abertura da curva devolvia parte das quedas registradas na sessão anterior, quando o IPCA-15 abaixo do esperado havia reforçado as expectativas de redução da Selic.

Nesta quarta-feira, o mercado adotava uma postura mais cautelosa diante da decisão de juros nos Estados Unidos, da retomada das tensões geopolíticas e da alta das cotações do petróleo.

Petróleo e decisão do Fed aumentam a cautela

O petróleo voltou a subir com força após novas ameaças de retaliação dos Estados Unidos contra o Irã. O Brent avançava cerca de 7% e retornava à região dos US$ 90 por barril.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que responderia aos ataques iranianos contra alvos dos Estados Unidos na Jordânia. A declaração reduziu o alívio observado no início da semana e voltou a elevar o prêmio geopolítico da commodity.

Os preços também receberam apoio da queda dos estoques americanos de petróleo. As reservas de óleo bruto recuaram 7,167 milhões de barris na semana, enquanto o mercado esperava aumento de aproximadamente 700 mil barris.

O petróleo mais caro pode pressionar combustíveis, transporte e diferentes cadeias produtivas, elevando as preocupações com uma inflação mais resistente.

O mercado também aguardava a decisão do Federal Reserve, prevista para as 15h, no horário de Brasília. A manutenção dos juros entre 3,50% e 3,75% continuava como cenário-base, mas os investidores buscavam sinais sobre a possibilidade de um novo aperto monetário.

Leia também:

Taxas do Tesouro Direto hoje

Confira as taxas registradas por volta das 11h54 desta quarta-feira:

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,32% ao ano — alta de 0,11 p.p.
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,68% ao ano — alta de 0,04 p.p.
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,77% ao ano — alta de 0,04 p.p.

Atrelados à Selic

  • Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0742%
  • Tesouro Reserva 2036: Selic

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,26% — alta de 0,06 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 8,03% — alta de 0,08 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,77% — alta de 0,11 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,72% — alta de 0,09 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,50% — alta de 0,10 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,60% — alta de 0,10 p.p.