A CSN (CSNA3) teve suas notas de crédito rebaixadas pela Fitch Ratings, em um movimento que reflete a deterioração da flexibilidade financeira da companhia e as dificuldades para reduzir seu nível de endividamento. Após a divulgação desse relatório, as ações da companhia siderúrgica passaram a cair e, no começo da tarde, recuam aproximadamente 4% – sendo uma das maiores retrações do Ibovespa.
A agência cortou os ratings de crédito em moedas estrangeira e local de “B” para “CCC+”, além de rebaixar a nota nacional de longo prazo de “BBB-(bra)” para “CCC+(bra)”. A perspectiva permaneceu em observação negativa.
Segundo a Fitch, o rebaixamento da CSN decorre da combinação de fatores que vêm pressionando sua estrutura financeira, entre eles a persistente queima de caixa, as elevadas despesas financeiras, o alto volume de investimentos e uma estrutura de capital considerada desequilibrada para os padrões da agência. Na avaliação da classificadora de risco, esse cenário é compatível com uma categoria de alto risco de crédito.
Geração de caixa insuficiente
A agência destacou que a geração de caixa da companhia continua insuficiente para aliviar as pressões financeiras, enquanto os custos com juros permanecem elevados. Ao mesmo tempo, o nível de investimentos segue alto, reduzindo a capacidade da empresa de fortalecer sua posição de liquidez no curto prazo.
A Fitch também manteve todas as notas da CSN em observação negativa. Segundo a agência, essa avaliação reflete as incertezas em torno da estratégia de desalavancagem da empresa, que depende da execução de vendas de ativos no curto e no médio prazos para reduzir o endividamento.
Na visão da agência, os desafios para concluir essas operações aumentam o risco de que a companhia demore mais do que o esperado para melhorar seus indicadores de crédito, o que pode manter a pressão sobre sua estrutura de capital.
A manutenção da observação negativa indica que a Fitch continuará acompanhando a evolução do plano de desalavancagem da CSN, especialmente a capacidade da empresa de concretizar a venda de ativos e reverter a pressão sobre a geração de caixa e os indicadores financeiros.
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