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Tesouro Direto hoje: taxas longas sobem com novo avanço dos Treasuries

Tesouro Direto hoje: taxas longas sobem com novo avanço dos Treasuries

IPCA+ 2050 e Prefixado 2037 avançam 0,04 ponto, enquanto vencimentos curtos recuam

O Tesouro Direto hoje (20) apresentava taxas mistas por volta das 12h12. Enquanto os prefixados de médio e longo prazo e parte dos títulos mais longos ligados à inflação ofereciam rendimentos maiores, os vencimentos mais curtos registravam queda em relação à referência de quarta-feira (19).

As maiores elevações, de 0,04 ponto percentual, apareciam no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037, cuja taxa subiu de 14,76% para 14,80% ao ano, e no Tesouro IPCA+ 2050, que passou de IPCA + 7,28% para IPCA + 7,32%.

Na direção contrária, o Tesouro Prefixado 2029 recuou de 14,30% para 14,29%. O Tesouro IPCA+ 2032 registrou a maior queda entre os títulos analisados, de 0,03 ponto, ao passar de IPCA + 8,09% para IPCA + 8,06%.

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Alívio nos Treasuries perde força

A pressão nos vencimentos mais longos apareceu após os rendimentos dos Treasuries voltarem a subir. O alívio provocado na quarta-feira pela ampliação das recompras de títulos pelo Tesouro dos Estados Unidos durou apenas uma sessão.

O rendimento do Treasury de 30 anos avançava para aproximadamente 5,22%, enquanto o papel de dez anos retornava à região de 4,68%. Investidores passaram a questionar se as recompras serão suficientes para conter as preocupações com a inflação e com a dívida pública americana.

Na quarta-feira, o Tesouro americano dobrou de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões o limite das operações de recompra de títulos com vencimentos entre dez e 30 anos. O valor, porém, representa uma parcela pequena de um mercado estimado em US$ 32 trilhões.

“Continuo pessimista. Acho que as taxas de longo prazo vão subir por alguns motivos. No caso dos EUA, em particular, há um enorme déficit orçamentário. Não há muitos indícios de que isso vá melhorar. Além disso, os gastos com defesa estão aumentando”, afirmou Michael Schumacher, ex-chefe de macroeconomia do Wells Fargo, à CNBC.

A curva de juros futuros brasileira acompanhava a pressão externa. Por volta das 11h50, o DI para janeiro de 2029 operava em 14,28%, ante 14,195% no fechamento anterior. Os contratos para janeiro de 2031 e janeiro de 2032 avançavam para 14,61% e 14,705%, respectivamente.

O petróleo adicionava preocupação com a inflação. O Brent subia 2,50%, cotado a US$ 93,90 por barril, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar novas medidas econômicas contra o Irã e advertir países que apoiem Teerã.

“Esses movimentos representarão uma guerra econômica e um isolamento em uma escala sem precedentes. Este será um Dia D econômico, e precisamos que todos os nossos aliados estejam ao lado dos Estados Unidos”, afirmou Trump em publicação nas redes sociais.

Leia também:

Taxas do Tesouro Direto hoje

Confira as taxas registradas por volta das 12h12 desta quinta-feira:

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,29% ao ano — queda de 0,01 p.p.
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,76% ao ano — alta de 0,03 p.p.
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,80% ao ano — alta de 0,04 p.p.

Atrelado à Selic

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,06% — queda de 0,03 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,75% — estável
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,53% — queda de 0,01 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,54% — alta de 0,02 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,32% — alta de 0,04 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,39% — alta de 0,02 p.p.