O Tesouro Direto hoje (30) apresentava taxas divididas por volta das 13h17. O Tesouro Prefixado 2032 recuava de 15,40% para 15,31% ao ano, maior queda entre os títulos disponíveis ante a referência de quinta-feira (29).
A redução de 0,09 ponto percentual elevou o preço unitário do papel de R$ 479,26 para R$ 481,46, valorização de R$ 2,20, ou aproximadamente 0,46%.
O Prefixado com Juros Semestrais 2037 também avançava 0,46% no preço, para R$ 783,84, após sua taxa cair de 15,23% para 15,15%. Já o vencimento de 2029 recuava de 14,93% para 14,89% ao ano.
Entre os títulos indexados à inflação, o comportamento era diferente nos prazos mais longos. O Tesouro IPCA+ 2050 subia de IPCA + 7,24% para IPCA + 7,27% ao ano. Com a relação inversa da marcação a mercado, seu preço caiu de R$ 914,16 para R$ 908,63, recuo de R$ 5,53, ou 0,60%.
Emprego forte e petróleo pressionam juros futuros
Apesar da queda dos prefixados em relação à referência da tarde anterior, os juros futuros avançavam nos vencimentos intermediários e longos durante a sessão desta sexta-feira.
Por volta das 12h56, o DI para janeiro de 2029 estava em 14,84%, ante 14,745% no fechamento anterior. Os contratos para janeiro de 2031 e janeiro de 2035 subiam para 15,14% e 15,205%, respectivamente.
A pressão ganhou força após a divulgação da taxa de desemprego de 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor nível da série iniciada em 2012. A população ocupada alcançou o recorde de 103,6 milhões de pessoas.
O mercado de trabalho aquecido sustenta o consumo e pode dificultar a desaceleração da inflação de serviços, reduzindo o espaço para cortes da Selic. As incertezas sobre a política fiscal do próximo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva também mantinham os prêmios de risco elevados.
No exterior, a alta do petróleo acrescentava pressão inflacionária. O Brent avançava 2,19%, para US$ 117,40 por barril, em meio aos riscos para o abastecimento no Estreito de Ormuz. O dólar comercial subia para aproximadamente R$ 5,42.
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Tesouro Direto hoje: confira as taxas
Confira as taxas registradas por volta das 13h17 desta sexta-feira, comparadas com a referência de quinta-feira (29):
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,89% ao ano — queda de 0,04 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 15,31% ao ano — queda de 0,09 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 15,15% ao ano — queda de 0,08 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,1048% ao ano — praticamente estável
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 7,89% — queda de 0,04 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,76% — estável
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,55% — alta de 0,01 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,47% — alta de 0,02 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,27% — alta de 0,03 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,41% — estável






