O Tesouro Direto hoje (10) apresentava alta generalizada das taxas dos títulos prefixados e atrelados ao IPCA por volta das 11h46. O movimento ocorria em meio ao avanço do petróleo e dos rendimentos dos títulos públicos americanos.
O maior aumento aparecia no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037. A rentabilidade passou de 14,17% para 14,33% ao ano, alta de 0,16 ponto percentual em relação às cotações de quarta-feira (9). O preço unitário caiu de R$ 808,63 para R$ 802,23, recuo de R$ 6,40, ou 0,79%.
O Tesouro Prefixado 2032 registrava alta de 0,15 ponto percentual, de 14,14% para 14,29% ao ano. Já o vencimento de 2029 avançava de 13,82% para 13,93%.
Entre os títulos indexados à inflação, o maior aumento ocorria no Tesouro IPCA+ 2040. A taxa subiu de IPCA + 7,28% para IPCA + 7,37% ao ano, enquanto o preço caiu 1,14%, para R$ 1.767,60.
O IPCA+ 2050 apresentava a maior desvalorização percentual entre os papéis acompanhados. O preço recuou de R$ 885,95 para R$ 874,43, queda de R$ 11,52, ou 1,30%, enquanto a taxa avançou para IPCA + 7,36%.
A queda dos preços reflete a relação inversa entre preços e taxas no Tesouro Direto. Quando o mercado exige rentabilidades maiores, os títulos já emitidos tendem a perder valor por causa da marcação a mercado.
Petróleo e Treasuries pressionam as taxas
No exterior, o petróleo ampliava os ganhos provocados pelas tensões no Oriente Médio e chegou a US$ 105 diante das preocupações com o fornecimento. O WTI superou a marca de US$ 100, enquanto o Brent já havia ultrapassado esse patamar na sessão anterior.
A alta da commodity reforçava os temores de inflação e pressionava os Treasuries. Por volta das 11h36, o rendimento do título americano de dez anos avançava 0,078 ponto percentual, para 4,918%. O papel de 30 anos subia para 5,339%.
O índice de preços ao produtor dos Estados Unidos avançou 5,4% em agosto na comparação anual, ligeiramente acima da expectativa de 5,3%. No mês, o indicador subiu 0,4%, em linha com as projeções. O mercado aguardava ainda a divulgação da inflação ao consumidor nesta sexta-feira, dado que pode influenciar a próxima decisão do Federal Reserve.
No Brasil, o volume do setor de serviços ficou estável em julho e cresceu 0,9% na comparação anual. Os números reforçaram os sinais de desaceleração da atividade, mas não foram suficientes para neutralizar a pressão externa e as preocupações fiscais apontadas pela Fitch.
Os juros futuros avançavam durante a manhã. Por volta das 11h25, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,585%, enquanto os contratos para janeiro de 2029 e janeiro de 2031 operavam em 13,855% e 14,085%, respectivamente. O vencimento de janeiro de 2032 estava em 14,175%.
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Tesouro Direto hoje: confira as taxas
Confira as taxas registradas por volta das 11h46 desta quinta-feira, comparadas com a referência de quarta-feira (9):
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 13,93% ao ano — alta de 0,11 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 14,29% ao ano — alta de 0,15 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,33% ao ano — alta de 0,16 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,073% ao ano — estável
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 7,79% — alta de 0,06 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,55% — alta de 0,07 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,37% — alta de 0,09 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,44% — alta de 0,08 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,36% — alta de 0,06 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,36% — alta de 0,05 p.p.






