O Tesouro Direto hoje (8) apresentava queda generalizada nas taxas dos títulos prefixados e atrelados ao IPCA por volta das 11h41. O maior recuo aparecia no Tesouro Prefixado 2032, cuja rentabilidade passou de 14,31% para 14,17% ao ano.
A queda de 0,14 ponto percentual em relação à sexta-feira (4) elevou o preço unitário do papel de R$ 493,41 para R$ 496,88, valorização de aproximadamente 0,70%.
O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 recuou de 14,36% para 14,23% ao ano. Seu preço subiu 0,74%, de R$ 799,69 para R$ 805,63, o maior ganho percentual entre os títulos disponíveis. Já o Prefixado 2029 passou de 13,94% para 13,84%.
Entre os papéis indexados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 caiu de IPCA + 7,90% para IPCA + 7,80% ao ano. O preço avançou de R$ 3.021,57 para R$ 3.038,78, alta de 0,57%.
O IPCA+ 2050, por sua vez, passou de IPCA + 7,28% para IPCA + 7,25%, enquanto seu preço aumentou 0,69%, para R$ 895,66. A valorização reflete a relação inversa entre preços e taxas no Tesouro Direto devido à marcação a mercado.
Bolsa supera 189 mil pontos com disputa eleitoral
A queda das taxas acompanhava a valorização dos ativos brasileiros na volta do feriado. Por volta das 11h40, o Ibovespa avançava 2,24%, aos 189.299 pontos, enquanto o dólar comercial recuava para a região de R$ 5,08.
A principal referência doméstica era a nova pesquisa BTG Pactual/Nexus. Em uma simulação de segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro aparecia com 46% das intenções de voto, ante 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os candidatos permaneciam tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.002 pessoas por telefone entre os dias 4 e 7 de setembro e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06790/2026.
O resultado manteve o chamado “trade eleitoral” no radar dos investidores. O mercado associava o cenário mais apertado à possibilidade de mudança na política econômica e de uma condução fiscal mais austera a partir de 2027.
A Bolsa também era favorecida pela valorização das commodities. Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e outras petroleiras operavam em alta, enquanto o Brent avançava 1,70%, para US$ 98,65 por barril, após ataques contra instalações de energia na Arábia Saudita.
O petróleo próximo de US$ 100, entretanto, representa um contraponto para o mercado de renda fixa por causa do risco de pressão sobre a inflação global.
Juros futuros caem em toda a curva
Os contratos de Depósito Interfinanceiro recuavam em praticamente todos os vencimentos. Por volta das 11h16, o DI para janeiro de 2027 operava em 13,57%, enquanto o contrato para janeiro de 2029 caía para 13,73%.
Nos prazos mais longos, o DI para janeiro de 2031 marcava 13,92%, com queda de 1,14% na tela. O vencimento de janeiro de 2032 recuava 1,24%, para 13,995%.
O Boletim Focus também mostrava uma redução marginal da projeção para o IPCA de 2026, de 5,01% para 5%. A estimativa ainda supera o teto da meta de inflação. Para a Selic no fim do ano, a mediana permaneceu em 13,75%.
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Tesouro Direto hoje: confira as taxas
Confira as taxas registradas por volta das 11h41 desta terça-feira, comparadas com a referência de sexta-feira (4):
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 13,84% ao ano — queda de 0,10 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 14,17% ao ano — queda de 0,14 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,23% ao ano — queda de 0,13 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0731% ao ano — praticamente estável
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 7,80% — queda de 0,10 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,51% — queda de 0,06 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,29% — queda de 0,05 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,37% — queda de 0,05 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,25% — queda de 0,03 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,31% — queda de 0,03 p.p.






