O Tesouro Direto hoje (15) opera com alta nas taxas dos títulos atrelados à inflação de prazos mais longos, em uma sessão marcada pela repercussão da pesquisa Genial/Quaest e pela expectativa de uma nova tarifa dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
O Tesouro IPCA+ 2040 registrou a maior variação entre os principais papéis, passando de IPCA + 7,51% na terça-feira (14) para IPCA + 7,55% ao ano nesta quarta-feira. O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 subiu de IPCA + 7,53% para IPCA + 7,55%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 avançou de IPCA + 7,39% para IPCA + 7,41%.
O Tesouro IPCA+ 2032 também voltou a subir, de IPCA + 8,08% para IPCA + 8,10% ao ano. Nos prefixados, as variações foram menores, com o Prefixado 2029 em leve queda, o vencimento de 2032 estável e o papel com juros semestrais de 2037 em alta.
Tesouro Direto hoje: taxas longas do IPCA+ sobem
O avanço ficou concentrado principalmente nos vencimentos mais longos dos títulos ligados à inflação. O Tesouro IPCA+ 2040 passou de IPCA + 7,51% para IPCA + 7,55% ao ano, alta de 0,04 ponto percentual.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 subiu 0,02 ponto percentual, de IPCA + 7,53% para IPCA + 7,55%. O IPCA+ 2050 também avançou 0,02 ponto, de IPCA + 7,26% para IPCA + 7,28%.
No prazo mais longo disponível entre os títulos tradicionais, o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 passou de IPCA + 7,39% para IPCA + 7,41% ao ano.
O comportamento indica aumento do prêmio exigido pelos investidores nos vencimentos mais distantes. Quando as taxas sobem, os preços dos títulos tendem a cair, o que afeta a marcação a mercado de quem já tem esses papéis na carteira. Para novos aportes mantidos até o vencimento, a remuneração contratada fica maior.
IPCA+ 2032 volta a 8,10%
O Tesouro IPCA+ 2032 subiu de IPCA + 8,08% para IPCA + 8,10% ao ano. O papel voltou, portanto, a se afastar da marca de 8%, mas segue abaixo dos níveis mais altos registrados nas últimas semanas.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 foi exceção entre os papéis de inflação. A taxa caiu de IPCA + 7,88% para IPCA + 7,87% ao ano.
A diferença entre os vencimentos mostra que a pressão foi mais evidente na parte longa da curva real. Enquanto o papel de 2037 teve leve alívio, os títulos de 2040 a 2060 passaram a oferecer taxas maiores.
Pesquisa eleitoral entra no radar da renda fixa
O mercado repercutiu a nova rodada da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira. Em um eventual segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu com 45% das intenções de voto, ante 37% do senador Flávio Bolsonaro.
No primeiro turno, o levantamento mostrou Lula com 40%, contra 28% de Flávio Bolsonaro. A pesquisa também registrou 48% de avaliações positivas da imagem do presidente e 47% de menções negativas.
Os dados foram incorporados aos preços em uma sessão na qual investidores também monitoravam a possibilidade de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros. Segundo informações publicadas nesta quarta-feira, a cobrança poderia alcançar mais de 4 mil itens.
Prefixados têm variações menores
Nos títulos prefixados, as oscilações foram mais contidas. O Tesouro Prefixado 2029 caiu de 14,09% para 14,08% ao ano, baixa de 0,01 ponto percentual.
O Tesouro Prefixado 2032 permaneceu estável em 14,38% ao ano. Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 subiu de 14,38% para 14,40%, avanço de 0,02 ponto percentual.
Com isso, o Prefixado 2029 continua abaixo da Selic, atualmente em 14,25% ao ano. Os vencimentos de 2032 e 2037, por outro lado, seguem oferecendo taxas acima do atual nível dos juros básicos.
DIs longos avançam
Os juros futuros também apresentavam maior pressão nos vencimentos intermediários e longos. O DI para janeiro de 2029 caiu de 14,08% na terça-feira para 14,05% nesta quarta-feira.
Já o contrato para janeiro de 2032 subiu de 14,30% para 14,33%. O DI para janeiro de 2037 avançou de 14,295% para 14,34%.
Ibovespa cai, enquanto dólar recua
No mercado local, o Ibovespa operava em queda e perdia a região dos 176 mil pontos, na contramão dos ganhos registrados pelos índices americanos. A Bolsa brasileira era pressionada principalmente por bancos e ações ligadas ao consumo doméstico.
O dólar comercial recuava para perto de R$ 5,06, mesmo com o ambiente de cautela política e comercial. No exterior, as bolsas de Nova York avançavam apoiadas pela recuperação das fabricantes de chips.
A agenda ainda incluía o recuo de 0,4% do volume de serviços no Brasil em maio, o Livro Bege do Fed e um novo depoimento do presidente do banco central americano, Kevin Warsh, ao Congresso.
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Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas do Tesouro Direto por volta das 11h21 desta quarta-feira:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,08% ao ano (-0,01 p.p.)
- Tesouro Prefixado 2032: 14,38% ao ano (estável)
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,40% ao ano (+0,02 p.p.)
Atrelado à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0741%
- Tesouro Reserva 2036: Selic
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,10% (+0,02 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,87% (-0,01 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,55% (+0,04 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,55% (+0,02 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,28% (+0,02 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,41% (+0,02 p.p.)






