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Tesouro Direto hoje: taxas caem forte após IPCA abaixo do esperado

Tesouro Direto hoje: taxas caem forte após IPCA abaixo do esperado

Tesouro Direto hoje tem forte queda nas taxas após IPCA de junho vir abaixo do esperado e reforçar apostas de corte da Selic em agosto

O Tesouro Direto hoje (10) opera com forte queda nas taxas dos principais títulos públicos, acompanhando o recuo dos juros futuros após o IPCA de junho vir abaixo do esperado. O dado reforçou apostas de que o Banco Central pode iniciar o ciclo de corte da Selic em agosto, apesar de o petróleo ainda manter parte do mercado em alerta.

O destaque ficou com o Tesouro Prefixado 2029, que caiu de 14,23% na quinta-feira (9) para 14,04% ao ano nesta sexta-feira. O Tesouro Prefixado 2032 recuou de 14,46% para 14,34%, enquanto o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,47% para 14,38%.

Entre os títulos atrelados à inflação, a queda também foi relevante. O Tesouro IPCA+ 2032 saiu de IPCA + 8,20% para IPCA + 8,09% ao ano, baixa de 0,11 ponto percentual. Mesmo com o recuo, o papel segue oferecendo juro real acima de 8%.

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Tesouro Direto hoje cai com IPCA fraco

O IPCA subiu 0,16% em junho, desacelerando em relação à alta de 0,58% registrada em maio. Em 12 meses, a inflação passou de 4,72% para 4,64%, ficando abaixo das projeções do mercado, que apontavam alta mensal de 0,31% e taxa anual de 4,80%.

A leitura mais benigna da inflação ajudou a derrubar os juros futuros e teve reflexo direto nas taxas do Tesouro Direto. Para a renda fixa, o dado fortalece a tese de que o Banco Central pode ter espaço para começar a cortar a Selic na reunião de agosto.

Ainda assim, o cenário não está totalmente livre de riscos. A inflação segue acima do centro da meta, as expectativas continuam pressionadas e o petróleo segue como fator de atenção por causa das tensões no Oriente Médio.

Prefixados devolvem prêmio

Nos prefixados, a queda foi generalizada. O Tesouro Prefixado 2029 recuou 0,19 ponto percentual, de 14,23% para 14,04% ao ano. Com isso, o papel ficou mais distante da Selic, atualmente em 14,25% ao ano.

O Tesouro Prefixado 2032 caiu 0,12 ponto percentual, de 14,46% para 14,34% ao ano. Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,47% para 14,38%, baixa de 0,09 ponto percentual.

Quando as taxas caem, os preços dos títulos prefixados tendem a subir, favorecendo quem já tinha esses papéis na carteira e acompanha a marcação a mercado. Para novos aportes, por outro lado, a remuneração contratada fica menor em relação aos níveis da véspera.

IPCA+ 2032 volta para perto de 8%

Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 caiu de IPCA + 8,20% para IPCA + 8,09% ao ano. A taxa ainda segue elevada, mas voltou a se aproximar da marca de 8%, depois de ter operado em patamares mais altos nas últimas semanas.

O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 recuou de IPCA + 7,92% para IPCA + 7,83% ao ano. O IPCA+ 2040 passou de IPCA + 7,60% para IPCA + 7,53%.

Nos vencimentos mais longos, o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 caiu de IPCA + 7,56% para IPCA + 7,49%. O IPCA+ 2050 recuou de IPCA + 7,26% para IPCA + 7,21%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 passou de IPCA + 7,43% para IPCA + 7,36%.

A queda dos juros reais mostra que o dado de inflação teve impacto amplo sobre a curva, reduzindo parte do prêmio exigido pelos investidores nos títulos atrelados ao IPCA.

DIs recuam com aposta em corte da Selic

Os juros futuros também caíam ao longo da curva. O DI para janeiro de 2029 recuou de 14,275% na quinta-feira para 14,005% nesta sexta-feira. O contrato para janeiro de 2032 passou de 14,455% para 14,26%.

No vencimento mais longo, o DI para janeiro de 2037 caiu de 14,425% para 14,27%. A queda dos contratos reforçou o alívio nas taxas do Tesouro Direto, especialmente nos prefixados.

O recuo dos DIs ocorreu em meio à leitura de que o IPCA mais fraco aumenta a chance de corte da Selic em agosto. No entanto, autoridades do Federal Reserve ainda demonstram preocupação com risco inflacionário nos Estados Unidos, e o petróleo segue como variável importante para os próximos pregões.

Ibovespa dispara e dólar cai

No mercado local, o Ibovespa subia mais de 2%, tentando voltar aos 177 mil pontos, impulsionado pelo alívio na inflação e pela queda dos juros futuros. O dólar comercial recuava para a região de R$ 5,10.

A melhora dos ativos brasileiros veio mesmo com as bolsas americanas operando de forma mista. No exterior, investidores seguem divididos entre o avanço das ações de tecnologia e a preocupação com juros nos Estados Unidos.

O petróleo também segue no radar. Apesar do IPCA fraco no Brasil, uma nova alta da commodity poderia reacender preocupações inflacionárias e limitar o espaço para queda mais intensa dos juros.

Leia também:

Taxas do Tesouro Direto hoje

Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, por volta das 11h32:

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,04% ao ano (-0,19 p.p.)
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,34% ao ano (-0,12 p.p.)
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,38% ao ano (-0,09 p.p.)

Atrelado à Selic

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,09% (-0,11 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,83% (-0,09 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,53% (-0,07 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,49% (-0,07 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,21% (-0,05 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,36% (-0,07 p.p.)