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Tesouro Direto hoje: IPCA+ 2023 cai para 8,08%, mas DIs sobem com crise em Ormuz

Tesouro Direto hoje: IPCA+ 2023 cai para 8,08%, mas DIs sobem com crise em Ormuz

Título atrelado à inflação segue perto de 8% após IPCA abaixo do esperado, mas alta do petróleo e tensão em Ormuz pressionam os juros futuros

O Tesouro Direto hoje (13) opera sem direção única nas taxas dos títulos públicos, em uma sessão marcada pela alta dos juros futuros e pela piora do apetite a risco no exterior.

O destaque ficou com o Tesouro IPCA+ 2032, que caiu de IPCA + 8,09% na sexta-feira (10) para IPCA + 8,08% ao ano nesta segunda-feira, ainda refletindo o alívio gerado pelo IPCA abaixo do esperado.

Apesar disso, os títulos prefixados voltaram a subir, acompanhando a abertura dos DIs. O Tesouro Prefixado 2029 passou de 14,04% para 14,08% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2032 avançou de 14,34% para 14,36%. Já o Prefixado com Juros Semestrais 2037 recuou de 14,38% para 14,36%.

A pressão veio do exterior. O petróleo voltou a subir com força, em meio à escalada das tensões no Estreito de Ormuz, enquanto o mercado reforçou apostas em alta de juros pelo Federal Reserve.

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Tesouro Direto hoje: IPCA+ 2032 fica perto de 8%

Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 continuou em queda, ainda que de forma moderada. A taxa saiu de IPCA + 8,09% na sexta-feira para IPCA + 8,08% ao ano nesta segunda-feira.

O papel segue como ponto de atenção porque permanece muito próximo da marca de 8% de juro real, mesmo após a forte queda das taxas observada na sexta-feira, quando o IPCA de junho veio abaixo do esperado e reforçou apostas de corte da Selic.

Na mesma linha, o Tesouro IPCA+ 2040 recuou de IPCA + 7,53% para IPCA + 7,52% ao ano.

Já os vencimentos mais longos tiveram leve alta. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 passou de IPCA + 7,83% para IPCA + 7,85%; o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 foi de IPCA + 7,49% para IPCA + 7,51%; o IPCA+ 2050 subiu de IPCA + 7,21% para IPCA + 7,23%; e o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 avançou de IPCA + 7,36% para IPCA + 7,38%.

Prefixados sobem com juros futuros

Nos prefixados, as taxas voltaram a subir em parte da curva. O Tesouro Prefixado 2029 avançou 0,04 ponto percentual, de 14,04% para 14,08% ao ano. Mesmo com a alta, o papel segue abaixo da Selic, atualmente em 14,25% ao ano.

O Tesouro Prefixado 2032 subiu 0,02 ponto percentual, de 14,34% para 14,36% ao ano. Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu 0,02 ponto percentual, de 14,38% para 14,36%.

O comportamento dos prefixados refletiu a alta dos DIs ao longo da curva. Quando as taxas sobem, os preços dos títulos prefixados tendem a cair, prejudicando a marcação a mercado de quem já tinha esses papéis na carteira. Para novos aportes, por outro lado, a remuneração contratada fica um pouco maior em relação aos níveis da última sexta-feira.

DIs sobem com tensão em Ormuz e Fed no radar

Os juros futuros avançavam nesta segunda-feira, devolvendo parte do alívio visto após o IPCA. O DI para janeiro de 2029 subiu de 14,005% na sexta-feira para 14,115%. O contrato para janeiro de 2032 passou de 14,260% para 14,345%.

No vencimento mais longo, o DI para janeiro de 2037 avançou de 14,270% para 14,330%. A alta dos contratos ocorreu em paralelo ao avanço dos rendimentos dos Treasuries, em meio à maior cautela global.

O principal fator de pressão foi a nova escalada no Oriente Médio. O petróleo Brent voltou a se aproximar de US$ 80 por barril, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o país estava restabelecendo um bloqueio naval contra o Irã e que receberia um reembolso de 20% sobre toda carga transportada pelo Estreito de Ormuz.

Esse cenário reacendeu preocupações com inflação global. Nos Estados Unidos, o mercado também reforçou as apostas de alta de juros pelo Federal Reserve em setembro, o que pressiona ativos de risco e aumenta o prêmio exigido na renda fixa.

IPCA ajuda, mas petróleo limita alívio

Na sexta-feira, o IPCA de junho mostrou desaceleração maior do que o esperado, com alta de 0,16% no mês e avanço de 4,64% em 12 meses. O dado ajudou a derrubar os juros futuros e as taxas do Tesouro Direto, especialmente nos prefixados e nos títulos IPCA+.

Nesta segunda-feira, porém, o cenário externo passou a limitar esse alívio. O petróleo em alta pode dificultar a queda da inflação global e reduzir o espaço para bancos centrais adotarem uma postura mais branda.

No Brasil, esse pano de fundo deixou o mercado mais cauteloso. O Ibovespa caía para a região dos 176 mil pontos, enquanto o dólar comercial subia para perto de R$ 5,12. A piora do exterior também levou os juros futuros a avançarem, apesar da leitura mais favorável da inflação doméstica.

Leia também:

Taxas do Tesouro Direto hoje

Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, por volta das 13h28:

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,08% ao ano (+0,04 p.p.)
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,36% ao ano (+0,02 p.p.)
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,36% ao ano (-0,02 p.p.)

Atrelado à Selic

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,08% (-0,01 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,85% (+0,02 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,52% (-0,01 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,51% (+0,02 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,23% (+0,02 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,38% (+0,02 p.p.)