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C&A lidera ranking de recompras de ações em junho

C&A lidera ranking de recompras de ações em junho

Ambev pagou o maior valor nominal, acima de R$ 1 bilhão, e Rede D’Or emendou o quarto programa após investir R$ 925 milhões no ano

As recompras de ações na bolsa brasileira não superaram a marca de 2% do próprio valor de mercado no mês de junho, enquanto em maio, Yduqs (YDUQ3) e Bemobi (BMOB3) haviam passado desse limite, mostra um relatório do BTG Pactual divulgado nesta segunda-feira (13). No topo do ranking relativo ficou a C&A (CEAB3), que recomprou R$ 52,9 milhões, o equivalente a 1,6% do seu valor de mercado.

Logo atrás vieram uma estreante e uma conhecida em ritmo acelerado. A MBRF (MBRF3), companhia que reúne Marfrig e BRF, entrou no ranking com R$ 300,2 milhões recomprados, ou 1,4% do valor de mercado, enquanto a Totvs (TOTS3) mais que triplicou o passo — de R$ 61,1 milhões em maio para R$ 200,3 milhões em junho.

Rede D’Or e Ambev: os cheques graúdos

Em valores absolutos, a régua sobe. A Rede D’Or (RDOR3) recomprou R$ 638,1 milhões — apenas 0,8% do valor de mercado, dado o porte — e emendou o quarto programa de recompra na conclusão do terceiro, somando mais de R$ 925 milhões no ano.

“O ritmo forte é consistente com a estratégia de alocação de capital da companhia, reforçando a confiança da gestão no valor de longo prazo da ação”, escreveram os analistas do BTG Pactual.

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Já a Ambev (ABEV3) assinou o maior cheque nominal do mês, acima de R$ 1 bilhão, ainda que modesto frente ao seu tamanho (0,4%).

Dentro das empresas, sinais trocados

Nos movimentos dos insiders — controladores e executivos negociando ações das próprias companhias —, o mês teve as duas pontas. Na compra, o destaque foi a Alpargatas (ALPA4), cujo controlador adquiriu R$ 834 milhões em papéis.

Na venda, excluída a operação da Copasa (CSMG3) ligada à privatização, o protagonista foi o BNDES, que se desfez de cerca de R$ 2,4 bilhões em ações da Petrobras (PETR4) — R$ 7 bilhões entre maio e junho.

“A transação criou alguma pressão vendedora sobre PETR4, distorcendo temporariamente a relação histórica de preços entre PETR3 e PETR4”, apontou o time do banco.

O mês ainda registrou um alerta em Tenda (TEND3). Depois do plano de sucessão do CEO anunciado em maio, a gestão da construtora vendeu cerca de R$ 88 milhões em ações — quase metade das posições combinadas dos executivos —, um dos movimentos de venda interna mais notáveis de junho.

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