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Simpar (SIMH3) : vale investir na holding e nas empresas do grupo? Confira aqui

Simpar (SIMH3) : vale investir na holding e nas empresas do grupo? Confira aqui

Osni Alves

Osni Alves

25 Jul 2022 às 20:24 · Última atualização: 25 Jul 2022 · 9 min leitura

Osni Alves

25 Jul 2022 às 20:24 · 9 min leitura
Última atualização: 25 Jul 2022

Imagem mostra um caminhão cortando a rodovia.

A Simpar (SIMH3) está se organizando para acessar os mercados internacionais.

A companhia é uma holding e detém embaixo de seu “guarda-chuva” outras seis empresas. São elas: JSL (logística rodoviária), Vamos (locação de caminhões e máquinas), CS Brasil (gestão e terceirização de frotas para o serviço público, Original (concessionária de veículos leves), BBC (leasing), e Movida (locadora de veículos).

Pode-se dizer que a companhia foi fundada em Mogi das Cruzes, interior paulista, em 1956 quando o imigrante português Julio Simões iniciou as operações da Transportadora Julio Simões Ltda., hoje JSL.

Ele fazia o trecho Mogi-Rio de Janeiro e a cada quilômetro rodado enxergava à sua frente uma rodovia de oportunidades. O que começou com um caminhão e um negócio familiar transformou-se em uma empresa robusta logo nos primeiros 16 anos.

Isso porque bastou pouco mais de uma década e meia para a JSL adquirir a Transcofer, uma transportadora concorrente e que era três vezes maior que sua adquirente.

Imagem mostra uma rodovia movimentada.

Simpar: pulso firme na boleia e ousadia empresarial

Com pulso firme na boleia e ousadia empresarial, na década de 1970 a empresa já contava com mais de 40 caminhões. Os movimentos de expansão naquele período contaram com o apoio de instituições financeiras que apostaram no negócio.

A atratividade do grupo aliada a uma gestão coesa cativou bancos de investimento que acabaram financiando o crescimento da organização, o que mostra que trabalho duro, visão de negócios e resiliência são essenciais para quem quer empreender.

O grupo já ultrapassou a terceira idade, mas a visão de negócio continua aguçada. Com boa parte de sua diretoria renovada, a empresa pretende alcançar a América do Norte e Europa. E isso é bem possível, pois, com 66 anos de atuação, mantêm as parcerias de quando começou e ainda trouxe para perto outras instituições financeiras que apoiarão o projeto.

Cabe destacar, ainda, que nas últimas seis décadas o grupo adquiriu muitas empresas que foram absorvidas pela holding – somente em 2021 foram 18 – e transferiu sua sede do interior paulista para a capital. A meta, agora, é ter 35% de sua receita em outras moedas (internacionalização).

Gráfico mostra a evolução da Simpar (SIMH3) no período de um ano.
Gráfico mostra a evolução da Simpar (SIMH3) no período de um ano. Fnte: Tradingview.

Movimento de diversificação

O movimento de diversificação faz parte da governança do grupo, além de ser, em certa medida, um retorno às origens, já que o fundador deixou a terra de Camões para empreender do outro lado do Atlântico.

Tanto quanto escolhido, o Brasil acabou sendo beneficiado com uma das maiores empresas do segmento logístico, que gera emprego e renda e, assim, ajuda a fazer a roda da economia girar. Pode-se dizer, ainda, que o setor em si leva uma grande parte do país “nas costas”, ao transportar em sua carroceria aquilo que é produzido de norte a sul.

Mas, para chegar a esse patamar, o grupo trabalha com alvos bem definidos e, mais que isso, ousados. Para os anos à frente, pretende expandir sua receita bruta, chegando a R$ 35,5 bilhões. Para tal, vai continuar pela avenida das Fusões e Aquisições (M&A), sempre cuidando em manter o pé “calibrado” para não arriscar na ultrapassagem.

Quem se senta na boleia é Fernando Antônio Simões, filho do fundador do grupo, cujo lucro alcançou R$ 1,53 bilhão em 2021, e a ele cabe a responsabilidade de conduzir a frota até o destino. O GPS, por sua vez, é um plano de ação bem traçado. A viagem está em curso.

A boa avaliação acerca da companhia não se dá apenas por parte daqueles que acompanham a expansão da empresa e admiram sua gestão e resultados. Também há análise profissional envolvida, visto que dia 15 de julho a agência de classificação de risco Fitch elevou o rating de crédito em moeda estrangeira da Simpar.

Assim, a holding passou de BB- para BB, e a agência citou, no relatório, a estrutura de custos e a receita baseada em contratos de longo prazo para a maioria dos negócios, o que reduz a sensibilidade aos ciclos econômicos no Brasil.

Movida (MOVI3) é a “xodó” do investidor

Uma das empresas da Simpar, a Movida (MOVI3) está sempre no radar do investidor, sendo uma de suas ações preferidas. Isso não significa que ela não sofra com o pessimismo do mercado, cujas variáveis levam em consideração o ruído político e a alta constante dos combustíveis.

Tanto é assim que em 1º de junho de 2022 seus papéis alcançaram o último topo recente na análise gráfica, marcando R$ 17,87 e, a partir de então, começou um movimento de queda, até atingir o fundo em 12 de julho de 2022, marcando R$ 11,89.

Desde então, a ação virou a chave e passou a subir, sendo que em 21 de julho de 2022 atingia R$ 12,93. Muita gente considera um bom ponto de entrada e passa a operar esses papéis com a finalidade de vê-los subirem ainda mais. Inclusive, sua escalada parece ser uma tendência do ponto de vista do gráfico. Mas ninguém pode afirmar isso, apenas especular.

Para a EQI Investimentos, o mercado de seminovos está aquecido, com volume e margens elevados. Neste cenário, há uma renovação por vir, o que favorece a estratégia de expansão da Movida.

Nos últimos anos, a companhia adotou uma estratégia de maior risco, expandindo os negócios com renovação acelerada da frota e buscando maior poder de negociação junto aos fornecedores.

O cenário foi particularmente favorável para essa estratégia, com aumento da demanda e valorização dos seminovos. Assim, conseguiu expandir e melhorar seu desempenho operacional com menor investimento.

Contudo, mesmo com a diminuição das diferenças operacionais em relação às principais concorrentes, as ações MOVI3 ainda negociam com um desconto significativo comparadas a Localiza (RENT3) e Unidas (LCAM3).

Vale destacar, ainda, que desde 2016, o mercado de locação de veículos tem crescido 10,2% ao ano em média. Ao mesmo tempo, o número de emplacamentos encolheu em média 5,1% ao ano.

Isso se deve a mudanças estruturais nos hábitos dos consumidores, que passaram a preferir não ter a posse do automóvel, alugando ou usando soluções de transportes alternativas quando necessário.

Para a EQI, o mercado de locadoras de veículos está em consolidação, com as três principais empresas aumentando sua participação de mercado.

Inclusive, a Movida foi, dentre as grandes no setor, a que mais ganhou mercado sobre as pequenas empresas locadoras regionais, com crescimento de 840 bps entre 2018 e 2021.

Gráfico mostra a evolução da ação da Movida (MOVI3) no período de um ano.
Gráfico mostra a evolução da ação da Movida (MOVI3) no período de um ano; fonte: tradingview.

Balanço da Movida

Em maio deste ano a companhia divulgou ao mercado seu último balanço, referente ao primeiro trimestre de 2022, reportando receita bruta recorde e evolução nas principais métricas financeiras, tanto na base anual quanto na trimestral.

De acordo com o documento, obteve receita bruta de R$ 2,09 bilhões, cifra recorde para um período de três meses e mais que o dobro dos R$ 876 milhões contabilizados em igual período do ano anterior. Já a receita líquida ficou em R$ 1,97 bilhão, alta de 144% na base anual.

De igual modo, o resultado operacional (Ebit) ficou positivo em R$ 650 milhões, com margem de 33,1%, e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 863,1 milhões, com margem de 43,9% — assim como no caso da receita, tanto o Ebit quanto o Ebitda mais que dobraram em um ano.

Mas, o número mais importante é o lucro líquido que, neste período, alcançou R$ 258,1 milhões, uma alta de 135,7% na base anual.

Balanço da Simpar

Em maio de 2022 a Simpar informou que no primeiro trimestre de 2022 obteve lucro líquido de R$ 191,7 milhões alta de 103,5% sobre o lucro líquido de R$ 94,2 milhões obtido no primeiro trimestre de 2021. Os dados são os atribuídos aos controladores.

Já a receita líquida no primeiro trimestre deste ano foi de R$ 4,59 bilhões, alta de 75,2% sobre o resultado de R$ 2,62 bilhões de um ano antes. O Ebitda (Resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no período alcançou R$ 1,51 bilhão, uma alta de 106,2% em relação ao Ebitda de R$ 733,7 milhões no mesmo período do ano anterior.

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