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Aura Minerals espera resultados melhores no 2º semestre, diz BTG

Aura Minerals espera resultados melhores no 2º semestre, diz BTG

BTG vê projeto na Bolívia como prioridade, recuperação da mina MSG e novo anúncio ligado a Borborema até o fim do ano

A Aura Minerals (AURA33) quer executar sua carteira de projetos de crescimento, concluir a reestruturação da mina MSG, seguir gerando caixa e pagando dividendos, e continuar atenta a oportunidades de fusões e aquisições. É o que indica relatório do BTG Pactual divulgado nesta terça-feira (6), após o banco receber o CEO da empresa, Rodrigo Barbosa, na NYC CEO Conference.

Na avaliação dos analistas, a conversa reforçou uma estratégia considerada direta e, para o segundo semestre de 2026, a perspectiva é de melhora em relação aos primeiros seis meses do ano.

No curto prazo, o principal foco de desenvolvimento da Aura Minerals é o projeto Era Dorada, cuja construção está em ritmo de aceleração. A primeira produção está prevista para 2028. O BTG espera novos avanços nas obras nos próximos meses, o que, segundo o banco, deve dar mais tração à companhia em comparação com o primeiro semestre.

MSG e Borborema

A mina MSG representa, para o BTG, a maior oportunidade de melhoria operacional da Aura Minerals, depois de um primeiro semestre de 2026 mais desafiador. A conclusão da virada na operação está entre as prioridades da gestão.

Já Borborema segue com bom desempenho. A administração espera anunciar até o fim do ano um novo projeto relacionado ao ativo, após o marco importante da realocação de uma estrada.

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Além do crescimento orgânico, as fusões e aquisições continuam sendo parte relevante da tese de investimento. A Aura Minerals avalia oportunidades em ouro e cobre nas Américas, mas mantém, segundo o relatório, uma abordagem disciplinar em relação a valuation.

Sobre o preço do ouro, Barbosa avalia que a desdolarização, a desvalorização das moedas e os maiores déficits fiscais dos Estados Unidos devem continuar sustentando as cotações, apesar da volatilidade de curto prazo.

O BTG projeta que os resultados da Aura Minerals melhorem no segundo semestre de 2026, com volumes maiores e custos menores. Somados a novos desdobramentos na construção de Era Dorada, esses fatores apontam, segundo o banco, para um momento mais positivo da companhia do que o observado na primeira metade do ano.

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