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Reajustes de preços das teles é uma má notícia para a Oi (OIBR4), diz BTG (BPAC11)

Reajustes de preços das teles é uma má notícia para a Oi (OIBR4), diz BTG (BPAC11)

Victor Meira

Victor Meira

20 Set 2022 às 15:47 · Última atualização: 20 Set 2022 · 4 min leitura

Victor Meira

20 Set 2022 às 15:47 · 4 min leitura
Última atualização: 20 Set 2022

Loja física da Oi (OIBR4)

Shutterstock

O BTG Pactual (BPAC11) publicou um relatório para explicar o reajuste de preços, bem acima do esperado, dos compradores da Oi Móvel (TIM, Vivo e Claro). Hoje (20) de manhã, as três companhias informaram que o preço acordado de R$ 15,9 bilhões precisa ser reduzido em R$ 3,2 bilhões para incluir as métricas piores de novos clientes líquidos, dívida líquida, capital de giro e capex.

Antes de prosseguir, é preciso relembrar como foi a negociação da venda da Oi Móvel. As gigantes de telecomunicações retiveram 9% do valor a ser pago para a Oi, cerca de R$ 1,4 bilhão, para se proteger de eventuais ajustes. 

Na avaliação da TIM, Vivo e Claro, eles não vão pagar este valor que retiveram e ainda estão pedindo R$ 1,8 bilhão a mais. Ao somar tudo, o valor ficaria em R$ 3,2 bilhões, com a seguinte distribuição:

  • TIM – R$ 1,4 bilhão;
  • Vivo – R$ 1,1 bilhão;
  • Claro – R$ 0,7 bilhão. 

Acreditamos que o reajuste de preço esteja relacionado principalmente ao número de novos clientes líquidos”, explica o relatório BTG.

Além disso, os compradores pedem outros R$ 353 milhões (R$ 231 milhões para TIM, R$ 64 milhões para Vivo e R$ 58 milhões para Claro) em compensação por ativos móveis (aluguel de sites/torre), que eleva o custo total para R$ 3,5 bilhões.

Esse pedido revoltou a Oi. A empresa carioca divulgou um fato relevante discordando do movimento das três companhias. 

Claramente esta é uma notícia muito ruim para a Oi. Não receberá de imediato os R$ 1,4 bilhão extras retidos pelas três teles, e seu caixa de curto prazo ficará sob pressão enquanto o valor final a ser reajustado estiver em discussão”, cita o BTG.

Os analistas do banco de investimentos relatam que mesmo com o ajuste final de apenas 9% retidos pelas teles ainda impactaria de forma negativa de R$ 0,24 por ação da OIBR4.

Gráfico de linhas das ações da Oi (OIBR4)
Google Finanças

E mesmo que o ajuste final seja “apenas” os 9% retidos pelas teles (R$ 1,4 bilhão), isso ainda equivaleria a um impacto negativo de R$ 0,24 por ação. Nesta terça, a OIBR4 opera com uma desvalorização na casa dos 2%. 

Etapas para liquidação dos valores restantes da Oi (OIBR4)

As próximas etapas para liquidar os valores restantes e/ou revisar as discrepâncias:

  • a Oi tem 30 dias para analisar as solicitações das empresas de telecomunicações e emitir sua resposta;
  • caso a Oi discorde (como já afirma), negociará com as três operadoras por 30 dias;
  • caso não haja acordo, a Oi e as empresas de telecomunicações têm cinco dias úteis para contratar os serviços de um auditor independente;
  • o auditor tem 30 dias para analisar os números e chegar a um valor final (se houver) a ser ajustado; 
  • a decisão do auditor é final e definitiva, o que significa que as empresas não podem ir a tribunal ou iniciar procedimentos de arbitragem.

Quer saber mais sobre a Oi (OIBR4)? Preencha este formulário para que um assessor da EQI Investimentos entre em contato contigo

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