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Mercados operam em baixa e crise do Credit Suisse entra no radar do investidor

Mercados operam em baixa e crise do Credit Suisse entra no radar do investidor

Osni Alves

Osni Alves

03 Out 2022 às 06:52 · Última atualização: 03 Out 2022 · 10 min leitura

Osni Alves

03 Out 2022 às 06:52 · 10 min leitura
Última atualização: 03 Out 2022

Imagem mostra uma esquina de Wall Street, em Nova Iorque.

Os mercados operam em baixa nesta manhã de segunda-feira (3) e a crise do Credit Suisse entra no radar do investidor.

Isso porque o maior banco suíço está enfrentando uma forte queda de sua credibilidade após uma série de escândalos que custaram bilhões de dólares.

Nos últimos dias os spreads dos Credit Default Swaps (CDS) do banco, que são papéis que representam um “seguro” contra inadimplência de uma empresa ou de um país, subiram intensamente. Para se ter ideia, dia 30 eles saltaram 25%, passando de 200 para 250. Em janeiro deste ano, os CDS do banco estavam em 59.

Na frente de dados econômicos nos EUA, hoje, deverão ser divulgados relatórios de fabricação do Markit PMI e ISM, juntamente com os gastos com construção.

Ainda nos EUA, as taxas mais altas dos bancos centrais e vendas de títulos entram em conflito com as necessidades do governo. Ambas as instituições estão em rota de colisão em seus esforços para impulsionar o crescimento econômico e conter a inflação.

Além disso, descontos em supermercados são mais difíceis de encontrar à medida que os preços dos alimentos aumentam. As promoções de mercearia permanecem abaixo dos níveis pré-pandêmicos, pois os mercados reduzem as circulares e sofrem perdas para colocar alguns itens à venda.

Em relação ao petróleo, o investidor monitora um novo movimento da Opep+, que pretende pesar corte de produção para impulsionar preços do petróleo. O grupo está considerando uma redução de produção de 1 milhão de barris por dia, seu maior corte desde o início da pandemia, já que a desaceleração econômica prejudica a demanda.

Na Europa, a inflação da zona do euro atinge recorde de 10% em meio à crise de energia. A taxa anual subiu em setembro, uma vez que a incerteza sobre a capacidade da área monetária de sobreviver ao inverno sem cortes de energia continuou a manter os preços da energia elevados.

Já na Ásia, o setor de serviços da China desacelera no último sinal de alerta econômico. A atividade permaneceu fraca em setembro, oferecendo novas evidências dos danos que as medidas de prevenção de Covid de Pequim e uma queda no setor imobiliário estão causando à economia.

Em se tratando do conflito Rússia-Ucrânia, o Kremlin declarou anexação de alguns territórios em um referendo duvidoso, porém, os soldados russos que ocupavam boa parte destas localidades foram expulsos por soldados pró-Ucrânia nos últimos dias.

Ainda assim, as falas do presidente Vladimir Putin acerca de utilizar armas nucleares têm preocupado Washington. Alguns analistas da Casa Branca consideram esta possibilidade pequena, mas a verborragia do Kremlin está aumentando.

Às 6h50 o Dow Jones subia 0,28%, o S&P 500 subia 0,02% e a Nasdaq caía 0,41%.

Na Europa, o DAX, da Alemanha, caía 1,32%, o FTSE 100, de Londres, caía 0,99%, e o CAC 40, da França, caía 1,33%. Já o FTSE MIB, da Itália, caía 0,93%, e o Stoxx600 caía 1,33%.

Na Ásia, o Nikkei, do Japão, subia 1,07%, o Shanghai, de Xangai, estava fechado por feriado, e o HSI, de Hong Kong, caía 0,83%. Já o Kospi, da Coréia do Sul, estava fechado por feriado, e o ASX 200, da Austrália, caía 0,27%.

Do lado das commodities, o petróleo tipo Brent subia 4,31%, cotado a US$ 88,87, e o tipo WTI subia 4,57%, cotado a US$ 83,12. O ouro, por sua vez, subia 0,02%, cotado a US$ 1.672,30, e o minério subia 0,07%, cotado a US$ 101,42.

EUA

De acordo com a CNBC, a última sexta (30) encerrou um mês e um trimestre negativos para todas as principais médias, com o Dow caindo 500,10 pontos, ou 1,71%, para fechar abaixo de 29.000 pela primeira vez desde novembro de 2020.

No trimestre, o Dow caiu 6,66% para registrar uma sequência de perdas de três trimestres pela primeira vez desde o terceiro trimestre de 2015. Tanto o S&P quanto o Nasdaq Composite caíram 5,28% e 4,11%, respectivamente, para terminar seu terceiro trimestre negativo consecutivo pela primeira vez desde 2009.

O Dow caiu 8,8% em setembro, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq Composite perderam 9,3% e 10,5%, respectivamente. Todas as principais médias também registraram sua sexta semana negativa em sete.

Indo para o novo trimestre, todos os setores do S&P 500 estão com pelo menos 10% de desconto em suas máximas de 52 semanas. Nove setores encerraram o trimestre em território negativo. O consumo discricionário teve o melhor desempenho, ganhando mais de 4,1%.

Europa

Na Europa, a libra britânica saltou nesta manhã com relatos de que o governo do Reino Unido reverterá os planos de eliminar a alíquota máxima do imposto de renda.

A libra esterlina ganhou 0,8% em relação ao dólar, sendo negociada a cerca de US$ 1,1250 pouco depois das 7h, horário de Londres, levando a libra de volta ao nível visto antes do anúncio do ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng, de uma série de cortes de impostos amplamente criticados em 23 de setembro.

No Leste, grupos pró-Rússia estão arrecadando fundos em criptomoedas para sustentar operações paramilitares e evitar sanções dos EUA à medida que a guerra com a Ucrânia continua, revelou um relatório de pesquisa publicado hoje.

Em 22 de setembro, esses grupos de captação de recursos arrecadaram US$ 400 mil em criptomoedas desde o início da invasão em 24 de fevereiro, de acordo com a TRM Labs, uma empresa de gerenciamento de risco e conformidade de ativos digitais.

Ásia

Na Ásia, os mercados da China estão fechados para o feriado da Golden Week, e o mercado da Coréia do Sul também está fechado.

Uma pesquisa da Reuters com economistas espera que o Reserve Bank of Australia aumente sua taxa básica de juros em 50 pontos base, para 2,85%.

Os membros do conselho do RBA disseram que o caso de um ritmo mais lento de aumentos de juros estava crescendo, de acordo com ata de sua reunião de 6 de setembro, quando elevou sua taxa de juros em 50 pontos-base.

Já a economia privada da China registrou rápida expansão na última década graças a um ambiente melhor de mercado. O número de empresas privadas mais do que quadruplicou, pulando de 10,85 milhões para 44,57 milhões nos últimos 10 anos, uma vez que um ambiente estimulante para a economia privada foi continuamente melhorado, disse a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR) em uma coletiva de imprensa.

Como resultado de uma série de medidas pró-mercado, o ranking global da China para seu ambiente de negócios subiu para o 31º lugar no último ranking. Em 2013, o país estava na 96ª posição.

Brasil

No Brasil, uma fábrica de chips bilionária abandonada em Minas Gerais pode ser chance de o país entrar na briga global, afirma o Estadão.

Conforme o jornalão, anunciada em 2012 e com previsão de início de operações três anos depois, mas inativa até agora, a fábrica de semicondutores da Unitec, um investimento de mais de R$ 1,2 bilhão, virou uma espécie de “isca” para atrair grupos internacionais para produzir o componente no Brasil. Hoje, ele é importado da Ásia e sua escassez desde o início da pandemia tem provocado paradas em várias fábricas no mundo, principalmente as de veículos.

Os dois principais acionistas da Unitec são, atualmente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a empresa argentina Corporación America, com 33% de participação cada. Entre os minoritários estão o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e as empresas Matec e Intecs.

Já a Folha de S.Paulo destaca que a queda da inflação nos últimos meses pode ser explicada por uma combinação de redução de tributos, queda de preços de commodities em reais e efeito da política monetária.

Para que esse processo se mantenha nos próximos meses, no entanto, será necessário acrescentar nessa equação uma solução para o problema fiscal desenhado para 2023, que afeta as expectativas de inflação e, desse modo, o juro real.

A taxa real de juros pode ser medida pela diferença entre as expectativas para os juros e para a inflação nos próximos 12 meses. Atualmente, está em 8,2% ao ano, segundo cálculo da MCM Consultores, que considera a média no atual trimestre. É o maior valor em uma lista tem 40 países, segundo o ranking da gestora Infinity Asset Management.

O Globo, por sua vez, informa que o presidente da República que sair vencedor das eleições terá o desafio de negociar com o Congresso Nacional antes mesmo de tomar posse, em 1º de janeiro de 2023. Há uma série de pendências a serem resolvidas entre a abertura das urnas e o novo mandato, que envolvem pelo menos R$ 200 bilhões em gastos a serem feitos no ano que vem. O tamanho exato dependerá das decisões políticas tomadas pelo presidente eleito.

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a sessão de sexta (30) com alta de 2,20%, aos 110.036 pontos. Durante o dia o índice oscilou entre 107.315 e 110.502 pontos. O volume financeiro foi de R$ 32,9 bilhões. Na semana, o índice registrou queda de 1,50%; e no mês, registrou elevação acumulada de 4,97%.

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +0,28%
  • S&P: +0,02%
  • Nasdaq: +0,41%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -1,32%
  • FTSE, Reino Unido: -0,99%
  • CAC, França: -1,33%
  • FTSE MIB, Itália: -0,93%
  • Stoxx 600: -1,33%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +1,07%
  • Xangai, China: fechado por feriado
  • HSI, Hong Kong: -0,83%
  • ASX 200, Austrália: -0,27%
  • Kospi, Coreia: fechado por feriado

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 88,87 (+4,31%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 83,12 (+4,57%)


Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.672,30 (+0,02%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 101,42 (+0,07%)

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