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Philip Green: bilionário e rei das polêmicas

Philip Green: bilionário e rei das polêmicas

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

28 Fev 2022 às 10:00 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 3 min leitura

Redação EuQueroInvestir

28 Fev 2022 às 10:00 · 3 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Philip Green

O empresário inglês Philip Green é um dos maiores bilionários do mundo, segundo a Forbes, mas também um personagem bastante polêmico.

Dono do Grupo Arcadia, que tem sob sua gestão marcas como Topman, Dorothy Perkins, Miss Selfridgek, Wallis, Burton e Topshop, Green não é somente referência no setor têxtil do Reino Unido.

O mesmo talento que o executivo mostrou em sua carreira para acumular bilhões ele acabou vertendo para o lado polêmico. Conheça a seguir um pouco mais do britânico nascido em Croydon, na Inglaterra.

Philip Green: formação e primeiros passos

Filho de pais judeus de classe média, perdeu o pai, Simon Green, com apenas 12 anos, quando ainda frequentava o colégio interno Carmell College, em Oxfordshire.

Por conta disso, foi obrigado logo cedo a se inteirar dos negócios da família, e começou ajudando na firma de importação de calçados, que tinha sede em Londres.

A visão do jovem empreendedor começou a mudar depois que viajou pelos Estados Unidos e pelo Extremo Oriente.

Ao voltar para Londres, buscou ajuda da própria família e, com um empréstimo de US$ 30 mil, abriu seu primeiro negócio.

Philip Green e os jeans “viajantes”

Aos 21 anos, Philip Green deu início ao que viria a se tornar um verdadeiro império, abrindo uma firma para vender jeans importados da Ásia.

O pulo do gato veio quando ele comprou um estoque enorme de roupas de grife, que estavam em liquidação, e as reestilizou para revendê-las como novas.

Foi o que precisava para virar president3e e executivo-chefe da Amber Day, posição que ocupou até 1992.

Dez anos depois…

Green comprou o British Home Stores (BHS) em 1999. O grupo que detinha, entre outros, a marca Sears, que chegou a fazer sucesso no Brasil, foi o penúltimo passo antes de o executivo adquirir o Grupo Arcadia, em 2002.

Ao lado da esposa, Tina Green, o britânico chegou ao auge do “império dos jeans”, juntando sobre o mesmo guarda-chuva as gigantes do varejo de roupas Topshop; Topman; Wallis; Evans; Burton; Miss Selfridge; Dorothy Perkins; Outfit.

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Cavaleiro Green “caiu do cavalo”

Apesar de ainda ser um dos maiores bilionários do planeta, Philip Green, que em 2006 foi nomeado cavaleiro pelo primeiro-ministro britânico Tony Blair por “serviços prestados ao varejo”, caiu do cavalo.

O primeiro tombo aconteceu ainda em 2015, quando foi obrigado a vender a BHS por 1 libra para o grupo Retail Acquisitions, propriedade do ex-falido Dominic Chappell.

O segundo golpe começou em 2020.  Acusado de extorsão por fornecedores, bullyng e até agressão sexual (queixa que, posteriormente, foi retirada), Philip Green viu seus negócios virarem de ponta cabeça de uma hora para outra.

A pá de cal veio durante a pandemia do novo coronavírus, em março de 2020. A crise da Covid-19 pegou em cheio a Arcadia, que entrou com pedido de concordata em Londres.

Segundo a empresa de contabilidade Deloitte, responsável pelo processo de falência, os dias de glória do grupo haviam chegado ao fim.

Agora, já sem a empresa e também sem o título de cavaleiro, revogado após os escândalos, o que resta a Philip Green é a “pequena” fortuna da família, avaliada em US$ 2,4 bilhões.

Pouco, se levarmos em conta todo o talento que o executivo mostrou ao longo da carreira.

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