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Petrobras (PETR4) tem resultado fraco, diz BTG (BPAC11), que tem recomendação neutra

Petrobras (PETR4) tem resultado fraco, diz BTG (BPAC11), que tem recomendação neutra

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

24 Fev 2022 às 14:53 · Última atualização: 24 Fev 2022 · 3 min leitura

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24 Fev 2022 às 14:53 · 3 min leitura
Última atualização: 24 Fev 2022

BTG

Agência Brasil

A Petrobras (PETR3, PETR4) reportou um resultado operacional abaixo do esperado, na avaliação do BTG Pactual (BPAC11) que tem recomendação neutra para a companhia e preço-alvo em R$ 41,00 por ação até o final de 2022.

Para o banco de investimentos, a petroleira divulgou um conjunto suave de resultados para o quarto trimestre, com EBITDA na casa dos R$ 62,5 bilhões (-2% t/t), 14% abaixo da expectativa, apesar das receitas líquidas estarem em linha.

Também disse que o EBITDA mais fraco ocorreu devido a resultados mais fracos em E&P, decorrentes principalmente de maiores custos de extração de US$ 6,9/bbl (+8% vs. BTGe) em paradas de manutenção e aumento das despesas de participação devido ao real mais fraco, bem como à alta do preço do petróleo (+8% t/t).

E acrescentou que, por outro lado, o segmento de refino conseguiu compensar parcialmente esses efeitos negativos, superando a estimativa do banco em relação ao EBITDA em R$ 4 bilhões com fortes ganhos de estoque de R$ 7 bilhões.

Por fim, o lucro de R$ 31,5 bilhões também superou a estimativa do BTG, embora impulsionado pelos lucros da venda de ativos.

“Olhando para o resultado anual, a margem EBITDA da Petrobras atingiu 52%, o resultado mais forte em uma década, sendo esta uma conquista coroada após anos desde o início da recuperação”, frisou.

E disse mais: “embora acreditemos que os resultados do quarto trimestre foram abaixo da média, esperamos uma melhora no curto prazo após a normalização da produção de O&G (a produção de janeiro já estava 6% acima do 4T) e o aumento constante dos preços do petróleo.”

BTG Pactual: foco dos investidores

Ainda de acordo com o relatório, o BTG diz considerar que os investidores estão muito mais focados na frequência da distribuição de dividendos da empresa.

A Petrobras anunciou R$ 37 bilhões extras em dividendos no ano fiscal de 21, ou um yield muito saudável de 8% (esperávamos 5%) com base no último preço de fechamento. “Com isso, não ficaríamos surpresos ao ver uma reação positiva quando os mercados abrirem. Isso decorre de outra rodada de forte geração de caixa de mais de R$ 20 bilhões no trimestre, levando a alavancagem líquida a fechar o ano em 1,1x LTM EBITDA”, disse.

E acrescentou: “continuamos neutros considerando a rodada anterior de dividendos antecipados de R$ 63,4 bilhões, e os dividendos de 2021 totalizaram R$ 101 bilhões, ou um yield de 32% com base no preço médio das ações nos últimos 12 meses. Achamos que isso só reforça a máquina de fluxo de caixa que a Petrobras se tornou. Dito isso, embora vejamos potencial para que isso continue no curto prazo, achamos que uma mudança na estratégia atual não pode ser descartada dependendo do resultado da eleição presidencial no final deste ano.”

O banco de investimentos elencou, ainda, que possuir ações da Petrobras pode parecer um “leve” carrego por enquanto, mas a falta de visibilidade de médio prazo em sua história de alocação de capital ainda torna improvável uma possível reclassificação, em nossa opinião. Além disso, a recente valorização do real ajudou a dissipar parte do ruído em torno de sua política de preços de combustíveis, que é boa, mas sempre pode ter vida curta.

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