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PRIO registra queda na produção em fevereiro, mas mercado aposta em recuperação

PRIO registra queda na produção em fevereiro, mas mercado aposta em recuperação

Falhas operacionais pressionam volumes no mês, mas entrada de novo campo e melhora nas vendas sustentam expectativa de reação

A PRIO (PRIO3) reportou produção de 148,5 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) em fevereiro, queda de 7,0 mil boed na comparação mensal. O recuo atingiu todos os ativos da companhia, com maior impacto em Peregrino.

No campo de Peregrino, a produção caiu 4,4 mil boed após uma falha de três dias no sistema de geração de energia. Já Albacora Leste recuou 1,0 mil boed devido à manutenção preventiva em um compressor.

Em Frade, a queda foi de 0,9 mil boed, impactada por testes de poços exigidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e por testes antes do início da produção de Wahoo. Os campos de Polvo e TBMT também registraram retração conjunta de 0,7 mil boed.

Apesar da menor produção, as vendas somaram 4,3 milhões de barris, alta de 4,9% frente a janeiro. O volume ficou acima da produção de 4,2 milhões de barris no mês, indicando ajuste positivo de estoques.

Para a XP, a leitura é negativa, embora os números já fossem amplamente esperados com base no monitoramento diário da ANP. A principal decepção veio de Peregrino, enquanto os demais ativos também apresentaram desempenho inferior na comparação mensal.

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A corretora ressalta que a expectativa agora se concentra no campo de Wahoo, que recebeu licença de operação do Ibama no início de março. A projeção é que o ativo entre em operação ainda neste mês, com aumento gradual da produção ao longo de abril.

Resultados do 4º trimestre

Na visão do Safra, a PRIO deve reportar EBITDA ajustado de US$ 328 milhões no quarto trimestre, avanço de 3% em relação ao trimestre anterior. A estimativa considera crescimento de 23% nas vendas na comparação trimestral, refletindo a retomada de Peregrino e a consolidação de participação adicional de 40% no ativo.

O banco também projeta redução relevante no custo consolidado de extração, para US$ 13,0 por barril, ante US$ 17,4 no trimestre anterior. A melhora deve ser impulsionada por maior diluição de custos com volumes mais elevados, reforçando a geração de caixa da companhia.