O mercado reagiu de forma positiva aos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) da LWSA (LWSA3). Por volta das 11h, as ações da empresa de tecnologia avançavam 7,31%.
BTG Pactual (BPAC11) e XP compartilham a avaliação de que a companhia apresentou um 4T25 sólido, com aceleração no crescimento de receita, expansão de margens, bom desempenho da divisão Commerce e forte alavancagem operacional.
As duas casas de análises destacam que o crescimento da empresa foi puxado principalmente pelo segmento de Commerce, cujas receitas avançaram 16,4% na comparação anual e mantiveram trajetória de aceleração ao longo de 2025.
O BTG ressalta que, com valor de mercado inferior a R$ 2 bilhões, a ação negocia com yield de fluxo de caixa livre (FCF) de aproximadamente 10%.
Além disso, a companhia devolveu caixa aos acionistas em 2025 por meio de recompras de R$ 48,1 milhões, pagamento de dividendos de R$ 28,6 milhões e redução de capital de R$ 140 milhões em fevereiro.
Segundo o banco, essas iniciativas reforçam a disciplina na alocação de capital e a perspectiva de valorização dos papéis.
O BTG Pactual mantém recomendação de compra para LWSA, com preço-alvo de R$ 7 — o que representa um potencial de valorização de 92%.
XP exalta bons números da LWSA
A XP também havia antecipado que a reação do mercado poderia ser positiva após a divulgação do balanço. Para a casa, a LWSA apresentou números sólidos, com bom desempenho do segmento Commerce e surpresa positiva no EBITDA, sustentado pelo forte crescimento operacional.
“Além disso, a geração de caixa robusta, a alocação de capital focada no acionista e a tendência estruturalmente positiva em Commerce, EBITDA e margens de FCF são pontos-chave favoráveis”, afirmam os analistas Bernardo Guttmann e Luis Chagas.
Diante desse cenário, a XP afirma permanecer mais construtiva com a LWSA, uma vez que o perfil de risco-retorno da companhia está mais equilibrado.
“Com um múltiplo atrativo de cerca de 11x P/E para 2026, seguimos vendo uma relação risco-retorno interessante e reiteramos nossa recomendação de compra”, argumenta a instituição.
Apesar do tom positivo, o preço-alvo da XP é inferior ao estimado pelo BTG, fixado em R$ 5.
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