O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, foi nomeado “Pessoa do Ano” pela revista Time nesta quinta-feira (12). Esta é a segunda vez que ele recebe o título, a primeira foi em 2016.
A publicação destaca o renascimento político de Trump na história dos EUA, mencionando as investigações que o envolvem e a tentativa de assassinato que sofreu durante um comício na Pensilvânia. O texto enfatiza: “Ele derrotou não um, mas dois adversários democratas, conquistou os sete estados decisivos e se tornou o primeiro republicano a vencer o voto popular em 20 anos”, destaca o texto.
De acordo com a Time, Trump também transformou o eleitorado americano nas eleições deste ano, mobilizando uma grande quantidade de jovens eleitores do sexo masculino, o que foi importante para sua “impressionante” vitória. Ele conquistou o voto popular pela primeira vez e obteve a vitória em todos os estados estratégicos.
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Eleito “Pessoa do Ano” pela 2ª vez
Esta é a segunda vez que Donald Trump é escolhido como “Pessoa do Ano” pela revista Time. A primeira nomeação ocorreu em 2016, após sua surpreendente vitória na corrida presidencial. Desta vez, a escolha celebra um retorno marcante e um ressurgimento na política americana.
Na edição deste ano, o republicano superou figuras como a vice-presidente Kamala Harris, o bilionário Elon Musk, a princesa Kate Middleton, Yulia Navalnaya, viúva do opositor russo Alexei Navalny, e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
Trump, o presidente eleito, se referiu a seu retorno como “72 Dias de Fúria”. Em entrevista à revista, ele explicou: “Nós tocamos no nervo do país. O país estava bravo”, disse.
O editor-chefe da Time, Sam Jacobs, afirmou durante o programa Today da rede NBC, nesta quinta-feira, que Trump foi, “para o bem ou para o mal, a pessoa que teve a maior influência nas notícias em 2024”.
“Trata-se de alguém que realizou um retorno histórico, que remodelou a presidência americana e está reorganizando a política dos Estados Unidos. É difícil contestar o fato de que a pessoa que está prestes a ocupar o Salão Oval é a mais influente no noticiário”, acrescentou Jacobs.
Histórico de Trump com a revista Time
Apesar da queda na circulação da revista, a eleição da “Pessoa do Ano” pela Time continua a ser um importante marco cultural anual, e a escolha passou a ser uma verdadeira obsessão para Donald Trump ao longo dos anos.
Em 2009, uma capa da Time com seu nome como “Pessoa do Ano” foi pendurada em vários de seus clubes de golfe, conforme revelou o The Washington Post quase uma década depois, embora nunca tenha existido uma edição real com essa capa.
Em sua conta no X (anteriormente Twitter), Trump comentava frequentemente sobre a seleção anual e alimentava os rumores de que deveria ser o escolhido. Em 2011, ele criticou a revista por nomear “The Protester” como “Pessoa do Ano”, em referência às revoluções no mundo árabe e ao movimento Occupy nos EUA.
No ano seguinte, Trump declarou que a Time “perdeu toda a credibilidade” ao deixá-lo de fora da lista das 100 pessoas mais influentes do ano. Ele também demonstrou frustração quando Taylor Swift foi escolhida em 2023, especialmente após a cantora declarar apoio à vice-presidente Kamala Harris. Trump chegou a postar nas redes sociais: “Eu odeio Taylor Swift” após o posicionamento dela.

Nesta quinta-feira, Donald Trump também teve a oportunidade de tocar o sino da Bolsa de Valores de Nova York, uma tradicional cerimônia que marca a abertura das negociações do dia. Esta foi a primeira vez que o republicano participou do evento, que é um símbolo tanto da cultura quanto da política, com celebridades e líderes empresariais sendo convidados a participar nos últimos anos.
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