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Os ciclos econômicos e os melhores investimentos para cada momento: entenda agora!

Os ciclos econômicos e os melhores investimentos para cada momento: entenda agora!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

04 Mar 2022 às 16:30 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

04 Mar 2022 às 16:30 · 6 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

No Brasil, a Selic está em 10,75%,com expectativa de superar os 12% ao ano. Nos EUA, os juros ainda estão zerados, mas devem iniciar um movimento de alta ainda neste mês.

Até aqui, o mercado brasileiro vem sendo favorecido por este ciclo, com entrada significativa de capital estrangeiro em busca de maior rentabilidade.

Mas até quando o Brasil vai permanecer com juros altos e os EUA permanecer com juros baixos? Mais: como isto impacta os seus investimentos?

Para explicar o contexto, a EQI Investimentos promoveu, na noite de quinta-feira (3), uma live com Valter Manfro, head de produtos estruturados da empresa, e Denys Wiese, head de renda fixa.

No evento, eles explicaram como atuam os bancos centrais, como os juros impactam o ciclo econômico, em qual fase do ciclo estamos atualmente, e como o ciclo econômico afeta a tomada de decisão nos investimentos. Vamos falar sobre tudo isso. Acompanhe!

Contexto da subida de juros no Brasil e nos EUA

No próximo dia 16 de março, os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciam suas novas taxas de juros. Quando a data coincide, o mercado chama o evento de Super Quarta.

E para esta Super Quarta, muitas mudanças são aguardadas: os EUA devem anunciar o início da subida de juros por lá, depois de um longo período de juros zerados e política monetária expansionista em decorrência da pandemia.

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, já adiantou que uma alta inicial de 0,25% dos juros deve ser aguardada.

A subida, considerada mais moderada, acontece em decorrência do novo cenário global, com a guerra na Ucrânia. Até então, os mercados contavam com alta de 0,5%.

Powell afirmou que os 0,25% seriam adequados ao atual contexto, mas que, caso a inflação surpreenda negativamente e se mostre mais persistente do que esperada, o Fed pode promover altas mais agressivas. Tudo para conter a inflação, que é a maior em quatro décadas.

Para o BTG Pactual, até o final deste ano, os avanços nos juros dos EUA devem somar 1,75 ponto porcentual.

Já no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve subir a taxa de juros dos atuais 10,75% para 11,75% – em mais uma alta, sendo a nona sequencial.

Por aqui, as apostas são de que este movimento é o penúltimo do ciclo. E que a Selic deve estacionar em 12,25% e assim permanecer ao longo do ano.

Selic a caminho da nona alta sequencial

Selic

Como atuam os bancos centrais?

Como explicaram os especialistas da EQI, um banco central tem dois grandes desafios:

  • Manter a estabilidade de preços;
  • E garantir o pleno emprego.

Para tanto, os BCs vêm mantendo uma rotina de ciclos econômicos – ora estimulando, ora desacelerando o crescimento. Vamos entender mais sobre isso.

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Reprodução/EQI

Como um banco central aquece a economia?

Diferentemente do passado, hoje para estimular a economia, o banco central “injeta” dinheiro na economia não mais por meio da circulação de mais papel moeda. Mas, sim, acrescentando dígitos nas contas dos bancos – via open market (mercado de negociação direta do BC com os demias bancos).

É que hoje não existe mais o que se chama de lastro da moeda. As reservas não são mais em ouro, são reservas fracionárias. Ou seja: em espécie, nos bancos, há apenas uma fração do valor transacionado.

“A cada R$ 1 mil que você deposita no banco, 20% ficam em poder do banco. Com o restante, o banco pode criar até cinco vezes mais moeda, apenas criando dígitos nas contas correntes das outras pessoas”, explica Wiese. Ou seja: o banco central e os demais bancos “literalmente criam dinheiro”.

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Reprodução/EQI

Com essa entrada “ilusória” de dinheiro na economia, empresários e consumidores passam a produzir e consumir mais, “fazendo a roda girar”.

No entanto, isso se mantém de maneira positiva apenas por um certo período já que, como dito, é um movimento forçado, não real – o consumo que se vê, então, não é genuíno, mas sim fruto da ilusão do consumidor de ter mais poder aquisitivo.

Portanto, como não é possível manter este alto consumo por muito tempo, logo em seguida vem a “hora da realidade”.

“A inflação vem, o consumo cai e as empresas começam a se desfazer dos ativos para desalavancar, ou seja pagar dívidas”, explica Denys Wiese. “A verdade é que tudo não passa de um grande voo de galinha”, ele resume.

Como um banco central desaquece a economia?

Para reverter a situação, sobem-se os juros, retirando dinheiro de circulação, o que encarece e reduz o crédito, desaquecendo a economia. Finalizando, assim, um ciclo.

“O ciclo econômico é exatamente esse sobe e desce que a economia faz. O banco central ‘imprime’ dinheiro, aumenta a liquidez, com redução dos juros. E, depois, é obrigado a fazer exatamente o oposto, para conter a inflação. Ele é obrigado a matar a atividade econômica por um certo tempo. E como os juros altos mataram a atividade econômica, começa, então, um novo ciclo de estímulo”, ensina Wiese.

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Reprodução/EQI

Em que fases do ciclo Brasil e EUA se encontram?

O Brasil, atualmente, está para entrar no momento de recessão, que seria o final de um ciclo, com um novo ciclo de estímulo sendo iniciado na sequência. Ou seja: juros terminam de subir, para depois caírem. O que deve começar a acontecer a partir de 2023, apontam os analistas.

Já EUA ainda estão finalizando a fase expansionista, iniciando possivelmente este mês um movimento de subida de juros, com contração da atividade.

Reprodução/EQI

Como investir em cada fase do ciclo?

Juros baixos

  • Quando os juros estão baixos ou em queda, os ativos prefixados são mais indicados, assim como o híbrido IPCA+, porque garantem retorno, independentemente da Selic.
  • As ações de crescimento também são indicadas, porque são papéis de empresas que precisam tomar crédito para crescer. Logo, são favorecidas pelos juros baixos.

Juros altos

  • No pico do crescimento do ciclo, já é preciso mudar de pré para pós-fixado. Isso porque inflação e juros estão escalando. Logo, os papéis com rendimento atrelados a eles são os mais interessantes.
  • Neste momento, as ações de empresas de valor, ou seja, já constituídas e que dependem menos de empréstimos, ganham destaque.
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Reprodução/EQI

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