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Shake Shack chega ao Brasil em 2027 e planeja abrir 40 restaurantes até 2036

Shake Shack chega ao Brasil em 2027 e planeja abrir 40 restaurantes até 2036

Rede americana de hamburguerias fecha acordo com a Bold Hospitality, responsável pelo Outback no país, e prepara estreia em São Paulo no primeiro semestre de 2027

A rede americana de hamburguerias Shake Shack confirmou sua entrada no mercado brasileiro em 2027, com um plano de expansão que prevê a abertura de pelo menos 40 restaurantes até 2036. A operação será conduzida pela Bold Hospitality Company, grupo responsável pelas marcas Outback Steakhouse, Abbraccio e Aussie no Brasil.

O acordo de licenciamento marca uma nova etapa na expansão internacional da companhia, que nasceu em Nova York e atualmente possui mais de 740 unidades espalhadas pelo mundo. A primeira loja brasileira está prevista para o primeiro semestre de 2027, na cidade de São Paulo, mas o endereço ainda não foi divulgado.

A chegada da Shake Shack também representa um movimento estratégico para a Bold Hospitality, que amplia seu portfólio com uma marca internacional posicionada no segmento fast-casual, caracterizado pela combinação de serviço rápido, ingredientes selecionados e experiência diferenciada de consumo.

Bold Hospitality assume expansão da Shake Shack no Brasil

A Bold Hospitality ficará responsável pelos investimentos, implantação e operação dos restaurantes brasileiros. A holding, criada em 2025, é controlada por um fundo gerido pela Vinci Compass e possui a Bloomin’ Brands International como acionista minoritária.

O grupo prevê encerrar 2026 com 217 restaurantes distribuídos por 22 estados e pelo Distrito Federal. A companhia também projeta faturamento de R$ 3,5 bilhões no ano, período em que ampliou sua presença com novas unidades do Outback e do Abbraccio.

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Para conduzir o novo negócio, a operação da Shake Shack contará com uma estrutura de gestão própria. Mauro Guardabassi, atual diretor de operações da Bold Hospitality, assumirá também a presidência da Shake Shack Brasil.

O compromisso de abrir pelo menos 40 unidades até 2036 estabelece uma perspectiva de crescimento de longo prazo. A expansão deverá exigir decisões sobre localização, fornecedores, preços e formatos de restaurantes adequados ao consumidor brasileiro.

Brasil entra na estratégia de crescimento internacional

A escolha do Brasil acompanha o avanço da Shake Shack na América Latina, onde a marca já possui operações em mercados como o México.

Segundo a companhia, o interesse dos consumidores brasileiros pela rede contribuiu para a decisão de entrada no país.

“À medida que seguimos nos expandindo pela América Latina, o Brasil sempre se destacou como um dos mercados mais pedidos pelos nossos clientes”, afirmou Michael Kark, presidente de licenciamento global da Shake Shack, em comunicado divulgado pela empresa.

A marca já é conhecida por parte do público brasileiro que teve contato com seus restaurantes durante viagens internacionais. Esse reconhecimento pode favorecer a estreia da operação, embora a consolidação da rede dependa de fatores como posicionamento de preço, localização das lojas e frequência de consumo.

“Os clientes brasileiros pedem a Shake Shack há anos, e estamos ansiosos para recebê-los na nossa 1ª unidade em São Paulo”, declarou Guardabassi no comunicado.

Cardápio terá clássicos americanos e produtos adaptados ao Brasil

A Shake Shack pretende preservar os principais produtos que ajudaram a construir sua reputação internacional, ao mesmo tempo em que prepara opções inspiradas na culinária brasileira.

Entre os itens previstos estão o ShackBurger, um dos hambúrgueres mais conhecidos da rede, o sanduíche de frango Chicken Shack, as tradicionais batatas fritas de corte ondulado e o frozen custard, sobremesa cremosa à base de leite e ovos.

A companhia também pretende estabelecer parcerias com produtores e fornecedores nacionais, seguindo sua política corporativa de valorização dos ingredientes e das comunidades onde atua.

A adaptação do cardápio será um dos pontos importantes da estratégia comercial. A rede precisará conciliar sua identidade internacional com preferências e hábitos de consumo locais, em um mercado que já conta com grandes redes de alimentação e hamburguerias especializadas.

De um parque de Nova York para uma rede global

Fundada em 2004, a Shake Shack começou como um quiosque no Madison Square Park, em Nova York. A operação foi criada pelo empresário Danny Meyer e ganhou popularidade com uma proposta que combinava hambúrgueres, hospitalidade e atenção à qualidade dos ingredientes.

Com o crescimento da marca, a empresa expandiu suas atividades para outros mercados e realizou sua abertura de capital na Bolsa de Nova York em 2015.

Atualmente, a rede reúne mais de 740 restaurantes, incluindo unidades nos Estados Unidos e operações internacionais em cidades como Londres, Tóquio, Seul, Dubai e Cidade do México.

A internacionalização por meio de parceiros locais faz parte da estratégia de crescimento da companhia, permitindo ampliar a presença geográfica com operadores que conhecem as particularidades de cada mercado.

Expansão abre nova frente de negócios no setor de alimentação

A estreia da Shake Shack acontece em um cenário de movimentação de redes internacionais interessadas no mercado brasileiro. Para a Bold Hospitality, a parceria representa a oportunidade de diversificar suas operações e fortalecer sua atuação em diferentes segmentos de alimentação fora do lar.

O contrato prevê pelo menos 40 restaurantes até 2036, mas a companhia já sinalizou que enxerga potencial para uma presença significativamente maior no país. Esse cenário, porém, dependerá do desempenho das primeiras unidades e da resposta dos consumidores.

A abertura em São Paulo será o ponto de partida para avaliar a aceitação da marca, a eficiência operacional e as oportunidades de crescimento em outras regiões brasileiras.

Com uma operação estruturada por um grupo que já administra redes internacionais no país, a Shake Shack inicia sua trajetória brasileira apostando no reconhecimento da marca, na experiência de consumo e em um projeto de expansão de longo prazo.

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