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Projeto de lítio em Minas: australiana Pilbara faz oferta de US$ 370 milhões

Projeto de lítio em Minas: australiana Pilbara faz oferta de US$ 370 milhões

A mineradora australiana de lítio Pilbara Minerals firmou um acordo para adquirir um projeto de lítio de rocha dura no Brasil, em uma proposta de aquisição integral de ações da Latin Resources, que detém a mina Salinas, localizada em Minas Gerais.

A mineradora australiana Pilbara Minerals firmou um acordo para adquirir um projeto de lítio de rocha dura no Brasil, em uma proposta de aquisição integral de ações da Latin Resources, que detém a mina Salinas, localizada em Minas Gerais.

A oferta, que conta com o apoio unânime do conselho da Latin Resources e de seu maior acionista, avalia as ações em 0,20 dólares australianos com base no preço de fechamento da Pilbara na quarta-feira (14), valorizando o projeto em AU$ 560 milhões (US$ 370 milhões).

O projeto Salinas, localizado no estado de Minas Gerais, aumentaria em 20% os recursos minerais da Pilbara e é visto como tendo o potencial de se tornar uma das 10 maiores operações de lítio de rocha dura do mundo, conforme afirmaram as empresas em comunicado.

Projeto de Lítio em Minas: momento é de desaceleração do mercado

A Pilbara opera a mina Pilgangoora, na Austrália Ocidental, que está ampliando a produção apesar de uma acentuada desaceleração do mercado, enquanto algumas empresas do setor de lítio da Austrália buscam se posicionar para uma eventual recuperação.

Dale Henderson, CEO da Pilbara, afirmou que a proposta pela Latin Resources está alinhada com a estratégia de diversificação da empresa e demonstra sua confiança a longo prazo na demanda por componentes essenciais na fabricação de baterias.

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“Reconheço que essa decisão de hoje contrasta fortemente com a de alguns de nossos concorrentes, que estão recuando e tomando as medidas necessárias para seus negócios”, disse Henderson em teleconferência com investidores.

“Para chegar a esse ponto, fomos pacientes e cuidadosos, tomando a decisão que acreditamos ser a melhor para nossos acionistas, que é essa transação anticíclica que anunciamos hoje.”

O mercado, no entanto, reagiu de forma negativa ao anúncio, com as ações da Pilbara na Bolsa de Valores da Austrália caindo quase 5% na manhã desta quinta-feira (15), enquanto o índice de referência permaneceu praticamente estável. A Pilbara encerrou o dia com uma queda de 3,86%.

Projeto pode desbloquear mercados de baterias

A Latin Resources, sediada em Perth e também listada na ASX, estima que o custo para desenvolver o projeto Salinas seja pouco mais de US$ 250 milhões, com planos de produzir 499.000 toneladas de concentrado de espodumênio (material crítico na composição de baterias) anualmente, conforme informou o diretor administrativo Chris Gale. Atualmente, a empresa está avançando com um estudo de viabilidade definitivo para o projeto.

“Trata-se do maior depósito de lítio no Brasil atualmente – mais de 77 milhões de toneladas com concentração de 1,24%, sendo 85% medido e indicado, e com potencial de crescimento”, afirmou Gale aos investidores.

Henderson mencionou que a empresa pretende financiar Salinas através de dívida de projeto e outros métodos, como dívida corporativa e parcerias estratégicas, ou financiamento, mas “somente quando as condições de mercado forem favoráveis”.

Ele também destacou que a localização do projeto pode “ajudar a desbloquear os mercados de baterias da América do Norte e Europa” e diversificar a base de clientes da Pilbara, que inclui China, Indonésia e Coreia do Sul, onde possui participação em uma refinaria em parceria com a POSCO.

A aquisição deverá ser apresentada aos acionistas da Latin Resources em novembro. Após a conclusão, os acionistas da Latin Resources deterão 6,4% das ações da Pilbara Minerals.

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