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Cade e OCDE apresentam proposta para baratear o preço de passagens aéreas

Cade e OCDE apresentam proposta para baratear o preço de passagens aéreas

Relatório de Cade e OCDE propõe mudanças na distribuição de combustíveis que podem reduzir o preço das passagens.

Um relatório preparado em conjunto pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) propõe mudanças no modelo de distribuição de combustíveis nos aeroportos que poderiam gerar forte redução de custos para as companhias e, em última instância, baratear as passagens aéreas.

O Relatório de Avaliação Concorrencial da OCDE: Brasil foi apresentado nesta semana em evento promovido pelo Cade para debater leis e regulações setoriais, com sugestões para melhorar a competitividade e a eficiência nos setores de aviação civil e portos.

O estudo se baseou no desempenho de três aeroportos internacionais que já são ou serão em breve conectados diretamente a dutos de combustível de aviação: Cumbica, em São Paulo; Tom Jobim, no Rio; e Brasília. Juntos, os três são responsáveis por cerca de um terço das viagens regulares a partir de um aeroporto brasileiro.

Segundo a OCDE, mudanças na regulamentação que permitam livre acesso aos aeroportos para novos fornecedores de combustível poderiam reduzir os preços e aumentar a concorrência.

Essas mudanças, diz o texto, poderiam provocar uma economia estimada em até R$ 1 bilhão por ano para as empresas aéreas, valor que então poderia ser repassado aos consumidores por meio de queda nos preços das passagens.

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Empresas aéreas em recuperação pós-pandemia

O mercado de aviação comercial vive um momento de recuperação em 2022, mas ainda longe de recuperar os números de antes da pandemia de covid-19. Segundo dados da CNT (Confederação Nacional de Transporte), o Brasil transportou 44,7 milhões de passageiros no primeiro semestre deste ano.

Em 2020, o setor teve 51,9 milhões de passageiros em todo o ano, o que representou uma queda de 56,4% em relação aos 119,2 milhões de 2019, recorde na série histórica iniciada em 2001. Em 2021, o número cresceu para 67,3 milhões, que deve ser novamente superado até o fim deste ano.

No mercado de capitais, as ações das companhias aéreas que estão na B3 estão em momento de baixa, mesmo em relação aos patamares pós-pandemia. A Gol (GOLL4) era negociada na manhã desta quinta-feira a R$ 9, sendo que neste ano o valor já esteve acima de R$ 20.

Oscilação das ações GOLL4 no período de um ano (Fonte: Google)

A Azul (AZUL4) era negociada perto de R$ 15, depois de já ter chegado perto de R$ 30 durante o primeiro semestre.

Oscilação das ações AZUL4 no período de um ano (Fonte: Google)

O cenário otimista, no entanto, faz com que o BTG Pactual (BPAC11) tenha mantido recomendações de compra para as duas empresas em seus últimos relatórios, de julho deste ano, após a divulgação de resultados do segundo trimestre.

No caso da GOLL4, o preço-alvo é de R$ 31; para AZUL4, o preço-alvo é R$ 47. Segundo o banco, “ainda vemos o setor aéreo sendo preterido por muitos investidores, mas dentro do setor, mantemos nossa preferência por nomes com maior exposição ao mercado doméstico”. A possibilidade de baratear as passagens aéreas e, assim, reduzir custos, contribui com o otimismo do cenário.

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