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Mercado Livre (MELI34): lucro tem salto de 113% no 2TRI23, para US$ 261,9 milhões

Mercado Livre (MELI34): lucro tem salto de 113% no 2TRI23, para US$ 261,9 milhões

O Mercado Livre (MELI; MELI34) registrou um lucro líquido de US$ 261,9 milhões no segundo trimestre de 2023 (2TRI23), um crescimento de 113% frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo aumento das receitas no marketplace e melhora nas operações do braço financeiro do grupo, o Mercado Pago, segundo balanço divulgado na quarta-feira (2).

O lucro veio acima da projeção de analistas consultados pelo Refinitiv, de US$ 227,6 milhões.

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O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) foi de US$ 558 milhões no período, um avanço de 123,7% ano a ano. Especialistas projetavam US$ 505,4 milhões. 

A margem Ebitda saltou de 9,6% no 2T22 para 16,3% neste ano. No primeiro trimestre de 2023, havia sido de 11,2%.

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O resultado foi muito consistente entre múltiplas unidades de negócios e geografias”, disse André Chaves, vice-presidente sênior de estratégia, desenvolvimento corporativo e relações com investidores do Mercado Livre, em entrevista à agência de notícias Reuters.

Fatores como maiores vendas no marketplace, um crescimento nas linhas de pagamentos e uma melhora no risco da carteira de crédito contribuíram para o salto na margem operacional, segundo o executivo. “Não há bala de prata”, comentou. 

A receita líquida total no 2TRI23 foi de US$ 3,4 bilhões, em um progresso de 57,3%. O maior número de usuários ativos, que aumentou 29% ano a ano, para 108,6 milhões impactou o resultado.

No negócio de comércio eletrônico, a receita líquida foi de US$ 1,9 bilhão, avanço de 64,8% ano a ano. O volume geral de vendas, medido pelo indicador GMV, alcançou US$ 10,5 bilhões, alta de 47,2%.

Segundo Chaves, o crescimento ocorreu com ganho de participação no Brasil, onde o GMV avançou 25% no 2TRI23. O impacto da crise envolvendo a rival Americanas (AMER3) também contribuiu para o resultado.

A gente fechou o ano passado crescendo mais ou menos no ritmo de 20%. Isso aqui acelerou, mas o 20% é de ganho de ‘market share’, é de melhora de produto. Talvez do 20% ao 25% você possa atribuir à Americanas. Agora, os 20% de base, contra um mercado negativo, tem a ver com todo o resto do negócio.”

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Projeções para próximos resultados do Mercado Livre

André Chaves afirmou que há potencial de elevar mais a rentabilidade nos próximos meses, mas que o Mercado Livre procura equilibrar o foco dos investimentos entre aqueles voltados para o curto e o longo prazos, assim como busca aumentar a margem.

Queremos entregar uma melhora consistente de margem aos acionistas, muito mais de maneira anual, do que talvez no trimestre a trimestre”, disse.

Chaves afirmou que o Mercado Livre deve ser beneficiado pela queda na taxa básica de juros do Brasil neste segundo semestre. O impacto positivo deve vir no comércio eletrônico e para pagamentos. No negócio de crédito, o efeito será mais indireto, menos imediato.

O Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual na quarta-feira (2).

Avanço do Mercado Pago

O Mercado Pago também expandiu sua receita líquida, com avanço de 48,4%, a US$ 1,5 bilhão na comparação anual.

O volume total de pagamentos (TPV) foi de US$ 42 bilhões, com expansão de 96,6% em relação ao 2T22. A carteira de crédito cresceu 21% ano a ano.

Contudo, a inadimplência de até 90 dias ficou em 9,9%, maior do que no 1T23, quando foi de 9,5%. Em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foi de 13,2%, houve redução.

Na linha de custos, o Mercado Livre registrou despesas operacionais totais de 1,2 bilhão de dólares no trimestre, contra 1 bilhão no mesmo período do ano anterior.

Questionado sobre o Remessa Conforme, programa do governo que dará benefícios tributários a empresas de comércio eletrônico internacional que aderirem a certas regras da Receita Federal, Chaves disse que a adesão do Mercado Livre é “possível”, mas ainda está sendo discutida.

A empresa tem menos de 1% do GMV do Brasil gerado por meio do comércio “cross border”, ou transfronteiriço, disse o executivo.

Quanto às bases do programa, o executivo vê evoluções com a tributação, mas disse que o cenário ainda é desigual negativamente para os vendedores locais. “Enxergamos o programa como um avanço, mas não é um avanço que é suficiente”, disse.

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