O Grupo Madero estuda a possibilidade de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), segundo o CFO Ariel Szwarc. Em entrevista à Bloomberg Línea, o executivo disse, no entanto, que a operação dependerá da recomendação de bancos coordenadores da potencial oferta, para além das condições financeiras.
O Madero, fundado e controlado pelo chef Junior Durski, anunciou na última semana a renegociação de sua dívida de R$ 435 milhões com Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e BTG Pactual (BPAC11). Além disso, debêntures de fundos geridos pelo Itaú (ITUB4) também entraram na negociação.
DIVIDENDOS EM DÓLAR: GERE RENDA NA MOEDA MAIS FORTE DO MUNDO
Szwarc disse ao portal que o grupo conseguiu “reduzir o custo financeiro da dívida e alongar os prazos dos vencimentos”. Isso representará um reforço de caixa de R$ 130 milhões, segundo o executivo.
Madero está pronto para IPO, mas aguarda sinal
O Madero já tem o registro de companhia aberta, concedido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e realiza a publicação de resultados financeiros.
No segundo semestre de 2021, o Madero decidiu postergar o plano de IPO após a piora das condições macroeconômicas no Brasil e no mundo. Com os juros estáveis desde setembro de 2022, e com perspectivas de corte da taxa Selic para agosto, os planos voltaram ao radar.
O CFO do Madero disse que a companhia vai esperar o sinal dos bancos para o IPO. “Dependemos dessa recomendação. O mercado está evoluindo para esse caminho com a expectativa de cortes dos juros”, afirmou Szwarc.
O último IPO na bolsa de valores brasileira foi realizado em agosto de 2021 pela empresa de medicamentos Viveo (VVEO3). Desde 2004 a B3 ($B3SA3) não fica tanto tempo sem abertura de capital.
Agora, com 2023 marcado por ofertas subsequentes de ações (follow-on), os bancos de investimento começam a projetar a retomada de IPOs até o fim do ano ou início de 2024.
Enquanto isso não acontece, o Madero segue com o plano de melhorar seus resultados operacionais, com a decisão de segurar investimentos para não afetar o endividamento.
Renegociação de dívidas
Em fato relevante, o Madero anunciou que os novos aditivos aos contratos de dívidas com os bancos apontam a redução da taxa de juros para CDI + 6,5% ao ano e o alongamento do prazo de carência de amortização do principal em 12 meses, o que prorroga o vencimento da primeira parcela para setembro de 2024.
Szwarc disse que anteriormente a taxa de juros era CDI + 7,18% ao ano. “Além de baixar a taxa da dívida, o prazo médio dos vencimentos melhorou. A primeira parcela venceria agora em setembro”, afirmou à Bloomberg Línea.
“Os bancos viram que estamos melhorando nosso desempenho operacional e segurando investimentos. O que falta agora é uma melhora das condições de mercado para ter espaço para a realização do IPO”, disse o CFO do Madero.
Quer se atualizar sobre todos os temas do mercado e aprender a investir com quem é referência? Clique aqui e garanta seu lugar na Money Week! O evento, online e gratuito, será realizado entre os dias 14 e 17 de agosto. Não perca!






