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Kraken retoma plano de IPO nos EUA após melhora do mercado cripto

Kraken retoma plano de IPO nos EUA após melhora do mercado cripto

A movimentação reforça a intenção da companhia de acessar o mercado acionário, ainda que o timing da oferta permaneça indefinido

A corretora de criptomoedas Kraken voltou a sinalizar avanço em seus planos de abertura de capital (IPO) nos Estados Unidos, mesmo após um período recente de forte volatilidade no mercado digital. O co-CEO Arjun Sethi afirmou que a empresa já protocolou confidencialmente um pedido de IPO junto à SEC, que é a comissão de valores mobiliários dos EUA.

A movimentação reforça a intenção da companhia de acessar o mercado acionário, ainda que o timing da oferta permaneça indefinido. Em novembro de 2025, a imprensa internacional já havia antecipado os planos da empresa, que confirmou à época o envio preliminar do formulário S-1 ao regulador norte-americano.

Durante participação na conferência Semafor World Economy, realizada em Washington, Sethi destacou que a plataforma busca democratizar o acesso a estratégias avançadas de negociação, tradicionalmente restritas a investidores institucionais.

Segundo o executivo, a proposta é ampliar a base de usuários ao oferecer ferramentas mais sofisticadas também para investidores individuais, em linha com a evolução do mercado cripto nos últimos anos.

Avaliação em queda

Apesar do avanço estratégico, a Kraken enfrenta uma reprecificação relevante. A empresa teria perdido mais de US$ 6 bilhões em valor de mercado desde seu último pico de avaliação.

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Recentemente, o Deutsche Börse Group anunciou um investimento de US$ 200 milhões na corretora, em troca de uma participação de 1,5% totalmente diluída. A operação implica uma avaliação de aproximadamente US$ 13,3 bilhões.

O valor representa uma queda significativa frente aos US$ 20 bilhões registrados em novembro de 2025, quando a empresa captou US$ 800 milhões em uma rodada privada.

Mercado influencia

Os planos de IPO chegaram a ser congelados há menos de um mês, em meio ao chamado “inverno cripto”, período marcado por forte queda nos preços dos ativos digitais. O Bitcoin, principal referência do setor, chegou a recuar cerca de 40% em relação ao pico registrado em outubro.

No entanto, a recente recuperação do mercado parece ter reaberto a janela de oportunidade. Nos últimos dias, o Bitcoin voltou a ganhar força, atingindo US$ 76 mil — maior nível desde fevereiro — e acumulando alta de 9% apenas no mês de abril.

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