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Itaú resiste ao uso do FGC em solução privada para o Banco Master

Itaú resiste ao uso do FGC em solução privada para o Banco Master

O Itaú Unibanco se opõe ao uso do FGC para socorrer o Banco Master em uma solução privada. Entenda o caso!

O Itaú Unibanco (ITUB4) tem se posicionado de forma firme contra o uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em uma tentativa de solução privada para os problemas do Banco Master. A proposta, que visa evitar uma intervenção direta do Banco Central, esbarra na forte resistência do Itaú, que vê na medida um precedente perigoso e um mau uso dos recursos do fundo, abastecido principalmente pelos próprios grandes bancos, como o Itaú.

A controvérsia gira em torno da ideia de separar os ativos saudáveis do Master e deixar os chamados “ativos podres”, o chamado bad bank, sob responsabilidade de um liquidante privado. O uso do FGC para cobrir essas perdas é justamente o que o Itaú rejeita, alegando que isso recompensaria práticas de gestão de risco questionáveis.

FGC sob pressão: proteção ao investidor ou escudo para maus negócios?

Criado para proteger correntistas e investidores em caso de falência bancária, o FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Porém, sua possível utilização para uma liquidação privada do Banco Master coloca o fundo em uma zona de conflito. A carteira do Master é composta, em grande parte, por precatórios, títulos judiciais com baixa liquidez e risco elevado, o que dificulta o cumprimento de obrigações como os Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

A proposta divide opiniões. Bradesco (BBDC3; BBDC4) e Santander (SANB11)observam com cautela os desdobramentos e não descartam uma solução fora do escopo do Banco Central, desde que os riscos sejam devidamente calculados. Mas para o Itaú, esse tipo de socorro privado financiado com dinheiro do FGC envia uma “mensagem errada ao mercado”.

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Risco moral e alerta ao sistema financeiro

Fontes ouvidas pela Folha de S.Paulo revelam que o Itaú sustenta a necessidade de um posicionamento firme que desestimule modelos de negócios frágeis. O argumento é que o uso do FGC, nesse caso, criaria um incentivo perverso para bancos que adotam estratégias arriscadas contando com um eventual resgate. O banco também vê um problema moral e conceitual no uso do fundo, afirmam interlocutores próximos ao banco.

A tensão também se justifica pelo impacto potencial: se o FGC for usado para cobrir os CDBs do Master em uma liquidação extrajudicial, até metade do patrimônio do fundo seria comprometida, exigindo recomposição imediata com aportes dos grandes bancos, exatamente os que hoje sustentam o fundo.

BTG Pactual e os bastidores de uma solução privada

Enquanto isso, o BTG Pactual surge como possível articulador de uma saída privada. O banco considera assumir a função de liquidante, negociando a venda de ativos e o pagamento dos passivos do Master. Mas essa solução ainda depende de um passo formal do controlador do banco, Daniel Vorcaro, junto ao Banco Central.

Vorcaro, por sua vez, tenta ganhar tempo buscando investidores interessados em comprar parte do banco. Ainda assim, admite que a liquidação privada pode ser a única saída viável. Caso não haja acordo, a intervenção oficial pode ser inevitável, com custos altos e consequências para todo o sistema financeiro.

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