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Empreendedorismo feminino invade as pistas

Empreendedorismo feminino invade as pistas

Lívia Villar discute como a liderança feminina contribui para a gestão de locadoras

Capacidade analítica, visão estratégica, empatia, facilidade para criar conexões, abertura ao diálogo, disposição para inovação. Muito já se falou sobre essas e outras características do olhar feminino para os negócios.

É de se esperar que nós, mulheres, preservemos esses predicados inclusive quando resolvemos empreender e liderar franquias em mercados onde o perfil ainda é predominantemente masculino. É o caso da locação de veículos, atividade que exige tudo o que foi descrito acima e mais alguns ingredientes, sempre temperados por uma dose de paixão.

O gosto de mulheres por automóveis – do qual compartilho – já foi tema de alguns filmes. Em Meu Primo Vinny, produção norte-americana de 1993, a atriz Marisa Tomei ganhou o Oscar de coadjuvante ao interpretar uma garota que entende de mecânica muito mais do que a maioria dos homens. De lá para cá, a presença de especialistas femininas no universo automotivo cresceu, mas ainda surpreende os menos sintonizados com os tempos atuais.

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Basta conferir alguns números para entendermos que essa mudança de hábito vem aos poucos se consolidando. Há mais de 30 milhões de mulheres com CNH no Brasil (36% do total de condutores). Mesmo assim, elas representam, por exemplo, apenas 10% dos motoristas que trabalham com aplicativos no país. Em contrapartida, plataformas como o Uber estão incentivando a inserção de mais mulheres no serviço.

Por outro lado, segundo estimativas das próprias montadoras, as mulheres respondem diretamente ou participam de 70% das decisões de compra de automóveis no Brasil. Após ganharem espaço nas áreas de engenharia das empresas do setor, elas passaram a mirar uma posição ainda mais envolvida com o ronco dos motores: a de piloto de testes, carreira na qual ainda são minoria.

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Também na locação de veículos as mulheres estão reconfigurando o mercado, ao valorizarem a gestão humanizada, sem deixar em segundo plano o foco no resultado. Alguns atributos sensíveis ganham força sob a supervisão feminina. Entre eles, a disposição de entender as demandas dos parceiros comerciais, algo essencial para operações que, numa rede franqueadora nacional, estão espalhadas pelas cinco regiões do país.

Hoje, como CEO de uma marca com essa abrangência, participo diretamente da gestão de operações de locação. Com isso, posso contribuir melhor para uma visão prática dos desafios enfrentados pelos franqueados. E o mesmo certamente acontece com outras mulheres que decidiram trilhar o caminho do empreendedorismo.

Independente das condições da pista, o olhar feminino pode fazer a diferença.