O governo federal vai injetar mais R$ 300 milhões no programa de incentivo à compra de carros novos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou a ampliação do programa, e disse que o impacto será compensado no Orçamento por um aumento na reoneração do óleo diesel, a partir de outubro.
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O programa foi iniciado com a liberação de até R$ 500 milhões em créditos tributários para as montadoras de veículos. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), R$ 420 já foram usados, ou 84% do total destinado inicialmente.
De acordo com Haddad, a expansão do programa foi necessária para atender à alta demanda por pessoas físicas. “Acumulou uma fila e foi trazida à consideração do presidente Lula, que resolveu atender a essa demanda, então vamos ampliar o programa. Era um programa de R$ 1,5 bilhão e agora vai ser de R$ 1,8 bilhão”, disse o ministro.
O programa para renovação da frota é custeado por meio de créditos tributários, descontos concedidos pelo governo aos fabricantes no pagamento de tributos futuros. Em troca, a indústria automotiva comprometeu-se a repassar a diferença ao consumidor. No caso de veículos leves, o programa contempla modelos no valor de até R$ 120 mil.
Está previsto o uso de R$ 700 milhões em créditos tributários para a venda de caminhões, R$ 800 milhões para carros (originalmente eram R$ 500 milhões) e R$ 300 milhões para vans e ônibus. O programa tem prazo de quatro meses, mas pode acabar antes, assim que os créditos tributários se esgotarem.
Haddad disse que a demanda por carros mais econômicos e menos poluentes surpreendeu as montadoras e o governo. Originalmente, a possibilidade de empresas, como locadoras de veículos, entrarem no programa de compra de carros acabaria no último dia 20, mas a exclusividade para pessoas físicas se beneficiarem dos descontos foi estendida por duas semanas. Para as compras de ônibus e caminhões, a exclusividade acabou no último dia 21, e as empresas já podem adquirir esses veículos com desconto.
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Compra de carros novos: reoneração do diesel vai compensar
Para compensar a perda de arrecadação causada pelos créditos tributários, o governo pretende reverter parcialmente a desoneração sobre o diesel que está em vigor desde julho do ano passado e tinha duração prevista até o fim do ano.
Dos R$ 0,35 de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) atualmente zerados, R$ 0,11 serão reonerados em setembro, depois da noventena, prazo de 90 dias determinado pela Constituição para o aumento de contribuições federais.
Haddad disse, no entanto, que a reoneração não será sentida pelo consumidor final. “Na bomba, esse aumento não vai se verificar, porque já houve queda adicional do dólar e uma queda do preço do petróleo. Então estamos sem preocupações quanto a isso. Não tem impacto para o consumidor”, prometeu o ministro.
Compra de carros novos: os mais vendidos até agora
Segundo dados da consultoria Jato, divulgados pelo jornal mineiro O Tempo, embora boa parte dos recursos do programa já tenham se esgotado, nas primeiras três semanas foram vendidos 45.298 veículos novos, valor bem abaixo do esperado pelos fabricantes, em torno de 200 mil unidades.
Segundo a consultoria, os modelos mais vendidos foram:
- Volkswagen Polo – 5.222 unidades
- Fiat Strada – 4.960
- Hyundai HB20 – 3.523
- Chevrolet Onix – 3.321
- Fiat Argo – 2.663
- Fiat Mobi – 2.504
- Renault Kwid – 2.477
- Chevrolet Onix Joy – 2.315
- Fiat Cronos – 1.929
- Peugeot 208 – 1.706
A Fiat lidera as vendas por montadora, com pouco mais de 14 mil unidades emplacadas em junho, seguida pela Volkswagen, com 9.655 unidades, e Chevrolet, com 6.490. Segundo levantamento da Agência Brasil, em algumas montadoras o total de crédito pedido já foi esgotado.
Na terça-feira (27), a Volkswagen suspendeu a produção de carros no Brasil, decretando férias coletivas em algumas unidades e alegando estagnação do mercado e pátios cheios. De acordo com o painel do MDIC, a montadora teve R$ 60 milhões de créditos tributários liberados pelo programa.
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