As ações da Embraer (ERJ), negociadas nos EUA, foram revisadas em aproximadamente 30%, com o seu preço-alvo elevado de US$ 70 para US$ 92, o que sugere um potencial de valorização de 23%. A recomendação de compra foi reiterada.
Após mais um ano forte em 2025, quando o backlog cresceu 38% ano a ano (+87% versus 2019), ampliando ainda mais a visibilidade de receita para os próximos anos, o Safra acredita que a Embraer está bem posicionada para sustentar um forte momentum, impulsionado pelas divisões Comercial e Defesa.
Já na Aviação Comercial, a atividade deve permanecer sólida, sustentada pela forte demanda.
A analista Luiza Mussi, entende que o E2 deve continuar ganhando tração, com pedidos recentes reforçando a compatibilidade da aeronave com diferentes frotas e sua eficiência operacional, fatores que devem sustentar mais momentum de pedidos.
Enquanto isso, no segmento Executivo, cujo backlog já se estende até 2029, o principal desafio natural da divisão agora migra da geração de demanda para execução e expansão de capacidade.
“Por fim, o segmento de Defesa deve continuar se beneficiando do aumento das tensões geopolíticas e da ampliação dos orçamentos militares globalmente, enquanto o programa KC-390 avança, com maior participação de entregas fora da Força Aérea Brasileira”, aponta Mussi.
O Safra espera um crescimento de receita de 8,8% ano a ano, atingindo US$ 7,977 bilhões em 2026.
“Embora as tarifas dos EUA introduzam alguma pressão de margem — agora impactando os resultados do ano inteiro — acreditamos que um volume maior de entregas deve compensar parcialmente esse vento contrário”, aponta o relatório.
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