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Money Week: confira tudo o que rolou no terceiro dia de evento

Money Week: confira tudo o que rolou no terceiro dia de evento

No terceiro dia de Money Week, a participação feminina no mercado financeiro foi tema de debate, assim como as perspectivas para as commodities. Os investidores também puderam aprender como operar opções, além de entender sobre o novo cenário geopolítico e macroeconômico que se apresenta e impacta os ativos. Acompanhe os melhores insights. Protagonismo e liderança das […]

No terceiro dia de Money Week, a participação feminina no mercado financeiro foi tema de debate, assim como as perspectivas para as commodities.

Os investidores também puderam aprender como operar opções, além de entender sobre o novo cenário geopolítico e macroeconômico que se apresenta e impacta os ativos.

Acompanhe os melhores insights.

Protagonismo e liderança das mulheres

As mulheres não devem ter medo de investir e empreender e o mercado financeiro está de olho na relevância da igualdade de gênero.

Para falar sobre o tema, a Money Week recebeu duas empreendedoras: Carolina Cavenaghi, CEO da Fin4She, e Sara Delfim, fundadora da Dahlia Capital.

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“Trabalhei 15 anos no mercado financeiro e comecei a pesquisar diversidade e igualdade de gênero. E não se pode falar disso sem falar no empoderamento econômico e na educação financeira para as mulheres. São temas totalmente correlacionados”, explica Cavenaghi.

“Sinto falta de representatividade. Precisamos de mais mulheres contando suas histórias para que outras possam se inspirar, e que o mercado se mostre mais aberto para a diversidade e equidade, para atrair esse potencial capital humano”, complementa.

Sara lembra que a indústria de investimentos viveu uma grande transformação nos últimos cinco anos, com a informação ficando mais acessível e o número de mulheres na bolsa de valores aumentando. “Mas ainda somos minoria”, frisa.

“Muitos falam que as mulheres não gostam de tomar risco, mas não é verdade. Decidir se vai vender uma ação ou investir em um fundo é mais uma das decisões de risco que a gente toma todos os dias”, avalia.

Confira o bate-papo na íntegra aqui.

Sarah Delfim Julia Wazlavick Carolina Cavenaghi durante painel sobre empreendedorismo feminino na 7ª Money Week

Divulgação

Mercado de commodities

O Brasil é uma das principais referências quando o assunto é o mercado de commodities e para falar sobre isso, o convidado foi Cristiano Cardoso, CEO da Klabin (KBLN11).  

“O Brasil é o país estado da arte em pesquisa e desenvolvimento do mundo florestal, com destaque para a formação de pessoas, grandes faculdades, engenheiros químicos e florestais, biólogos, dentre outros. O setor de papel e celulose no nosso país desponta, sem dúvida alguma, como o mais competitivo do mundo”, destaca.

Cardoso também lembrou que, respeitando a questão humanitária da tragédia que foi a pandemia, o período trouxe muita força para o setor de celulose. 

O e-commerce disparou nas principais economias do planeta e no Brasil. Com isso, o setor de papel ondulado para embalagens conseguiu se descolar da crise econômica. Mas não foi só isso que favoreceu a Klabin.

Entenda toda a história e veja as perspectivas para o setor, clicando aqui.

Estratégias com opções

As opções representam um tipo de derivativo e podem custar centavos, fazendo com que o trader consiga operar com investimento realmente baixo. Mas apesar desse aspecto atrativo, elas demandam bastante conhecimento de quem vai operá-las.

Para debater o tema, foram convidados Fernando de Faria Góes, analista da EQI Investimentos, e Pedro Ivo Gigli de Castro, CEO da Mago das Opções.

As opções, eles explicaram, não são um ativo em si, mas sim um contrato que representa o direito de comprar ou vender determinado ativo.

Enquanto Góes faz uso da análise gráfica para operar, Pedro Ivo usa uma fórmula especialmente desenvolvida para isso.

“O que eu faço é precificar de forma muito precisa essas opções, encontrar o preço justo, para mitigar o máximo possível os riscos, utilizando fórmulas”, explica. E revela: “Eu não olho gráfico, não vejo notícias, opero ouvindo música clássica, justamente para tirar o ruído e cair numa planilha que me precifica com exatidão as opções”. Já Góes é 100% gráfico: “A análise gráfica tira muito do ruído do mercado. É muito complexo saber de análise de empresas, macroeconomia, saber de setores diferentes… A própria dinâmica do mercado antecipa as coisas, tem preço no futuro, preço sobe no boato, cai no fato… O gráfico consegue resumir isso muito bem”. Confira todo o bate-papo aqui. foto do painel sobre opções da Money Week

Uma nova ordem mundial

O especialista em relações internacionais Oliver Stuenel também marcou presença na Money Week e falou sobre a nova ordem mundial e o processo de “desglobalização” que se apresenta no cenário geopolítico.

“Nos últimos 30 anos não nos preocupamos muito com a geopolítica, pois tivemos um período de ausência de tensões entre os países. Vivemos um período atípico de aparente normalidade, que nos fez acreditar que tínhamos chegado no final da história, com democracias se consolidando e com as relações ficando cada vez mais previsíveis”, observa. 

No entanto, de acordo com ele, entramos agora em um ‘novo normal’, com as questões geopolíticas voltando a ser relevantes. O motivo que explica essa movimentação é a volatilidade no ambiente interno de cada país. 

“Muitos países passaram a tomar suas decisões olhando para a sua própria segurança nacional. Isso torna o ambiente externo menos previsível”, avalia.

Saiba quais os países que ele aponta como fundamentais para o investidor acompanhar no noticiário daqui em diante.   Confira aqui. Oliver Stuenkel e Luis Moran: Análise geopolítica na Money Week

Perspectivas para 2023

Encerrando o terceiro dia de Money Week, Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset, falou sobre as perspectivas econômicas para 2023. O cenário mundial conta com aumento global de juros, inflação, guerra na Ucrânia, além de desaceleração econômica e restrições de investimentos estrangeiros em todo o mundo. Sobre EUA, Kautz afirmou que é aguardada uma desaceleração no ritmo de alta de juros, mas que uma recessão é praticamente certa, assim como na Europa. Já no Brasil, a expectativa é de começo de ciclo de queda de juros a partir de junho do ano que vem, mas que com o novo cenário político pós-eleição, a austeridade fiscal volta a preocupar, com as constantes ameaças ao teto de gastos. “O teto de gastos funciona como uma âncora. Se retirar essa âncora, junto com a espera por saber o que se vai colocar no lugar, isso traz incerteza sobre a política fiscal. O mais importante para o mercado agora é saber o que será colocado no lugar”, explicou ele. Veja como foi o painel, clicando aqui.
Perspectivas econômicas para 2023

Divulgação: Money Week

Gostou do terceiro dia de Money Week? Pois saiba que tem muito mais. Confira a agenda de quinta-feira e faça, agora mesmo, sua inscrição no evento.